Quaquá rompe com Fabiano Horta e torna público um rompimento político que já vinha sendo percebido nos bastidores de Maricá. Em uma publicação nas redes sociais, o atual prefeito fez críticas diretas à condução do governo após sua sucessão, apontando afastamento, mudanças internas e quebra de acordos políticos.
A declaração expõe uma crise interna relevante dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) no município, envolvendo nomes centrais da política local.
O rompimento entre Quaquá e Fabiano Horta marca um novo capítulo na política de Maricá. Segundo o prefeito, o projeto político que ele ajudou a construir teria sido “desvirtuado” após sua saída da administração municipal.
Quaquá afirma que, mesmo sendo responsável pela base política que sustentou o grupo no poder, foi gradualmente excluído das decisões estratégicas do governo. A crítica central gira em torno da perda de influência e da condução administrativa adotada após a troca de comando.
Ao detalhar os motivos do rompimento, Quaquá destaca mudanças internas que teriam enfraquecido seu grupo político. De acordo com ele, antigos opositores passaram a integrar o governo, enquanto aliados históricos perderam espaço.
Essa reconfiguração teria contribuído diretamente para o desgaste da relação entre as lideranças, ampliando o distanciamento político ao longo dos últimos anos.
Outro ponto sensível citado por Quaquá envolve a sucessão política e acordos internos não cumpridos. O prefeito relembra que indicou seu sucessor mesmo sem forte desempenho eleitoral prévio, mas que, após a vitória, houve um afastamento imediato.
A situação se agravou com episódios envolvendo seu filho, Diego Zeidan, presidente estadual do PT. Segundo Quaquá, houve resistência dentro do grupo para viabilizar sua candidatura, o que acabou gerando novos atritos.
O episódio ocorre em um momento de forte relevância política para Maricá, cidade que experimentou crescimento significativo nos últimos anos, impulsionado principalmente pelas receitas do petróleo.
Quaquá também menciona sua trajetória política no município, destacando sua atuação histórica contra grupos tradicionais e sua participação na consolidação do PT como força dominante na cidade.
A declaração pública reforça a existência de um racha interno no partido, envolvendo lideranças que, até então, atuavam de forma alinhada. O conflito expõe divergências profundas sobre gestão, poder e futuro político local.
Até o momento, não houve manifestação oficial de Fabiano Horta ou do vice-prefeito Joãozinho sobre as declarações.
O rompimento abre espaço para novos desdobramentos políticos em Maricá, podendo impactar diretamente futuras eleições e alianças no município.
A crise interna no PT local tende a influenciar o cenário político regional, ampliando disputas e reorganizando forças nos próximos meses.


