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Brasil

“Empresárias de São Paulo criticam Flávio Bolsonaro por recebimento de bajulação em troca de benefícios”

Por Atualizado em 10 Jul 2026, 21h47 3 min de leitura Expresso Rio
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Pra ser petista, faltou proteína ou caráter”: empresárias bajulam Flávio Bolsonaro em SP
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Um encontro promovido pelo grupo Voto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no luxuoso hotel Tangará, em São Paulo, reuniu empresárias, executivas e lideranças do setor privado em um ambiente marcado por críticas ao PT, elogios ao bolsonarismo e referências à direita norte-americana.

O evento, chamado “Brasil de Ideias Mulher-Eleições”, foi relatado pela colunista Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico.

Antes mesmo da chegada do senador, uma das participantes deu o tom da reunião. A médica Claudia Leite, enquanto aguardava a abertura do salão, afirmou: “Pra ser petista, das duas uma, ou faltou proteína ou falta caráter”. A frase foi ouvida por grupos de convidadas que conversavam sobre política e sobre o show do comentarista de direita argentino Gustavo Segré, realizado no fim de semana.

Ao comentar um protesto contra Segré durante a apresentação, a empresária Vera Renzo avaliou: “Foi um sinal de que ele está incomodando”. Segundo o relato, duas pessoas contestaram o espetáculo e acabaram isoladas pela maior parte da plateia presente no restaurante onde ocorreu o evento.

Flávio Bolsonaro chegou acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e foi recebido por uma plateia formada por executivas de grandes empresas, donas de negócios e dirigentes de entidades empresariais. Entre as presentes estavam representantes da SulAmérica, Philip Morris, Unilever, Alta Diagnósticos, Breton e G4 Educação.

Uma das expositoras foi Misa Antonini, CEO da G4 Educação. Durante sua fala, ela classificou os empresários brasileiros como os “verdadeiros heróis” do país e comparou a categoria a baratas, afirmando que “a gente nada, voa e passa por baixo da porta”. Ao defender uma candidatura de oposição ao governo Lula em 2026, recorreu a uma frase atribuída ao ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan: “Ronald Reagan dizia que, para uma boa opção, basta concordar com 80% do que o candidato fala”.

Outra participante, Anette Rivkind, diretora comercial da Breton, afirmou que preferia Jair Bolsonaro como candidato, mas apoiaria o senador. Segundo ela, Flávio é o nome disponível para enfrentar “o outro lado que rouba muito e não deixa a gente trabalhar”.

Durante sua exposição, o senador procurou destacar a presença feminina em seu entorno político. Ao mencionar a esposa, afirmou: “E ali está minha gata, quem transformou o menino em homem foi ela”. Mais tarde, voltou a se dirigir a Fernanda: “Sem você seria impossível”.

Flávio também abordou temas ligados à segurança pública e à economia. Disse que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos exigirá mais investimentos das empresas em compliance. Relatou ainda uma visita a El Salvador para conhecer políticas de combate ao crime organizado.

Ao falar sobre criminalidade, afirmou que o roubo de celulares alcançou um nível que compromete a liberdade cotidiana das mulheres, que hoje “não têm autonomia sobre sua bolsa”. Já a promessa de suspender a reforma tributária provocou a reação mais entusiasmada da plateia, segundo o relato.

No fim do encontro, o senador ouviu observações sobre a dificuldade da direita em se comunicar com o eleitorado feminino. Em resposta, declarou: “Mulher é mais sensível e distribui mais amor”.

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