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Plano barrado da Fifa poderia elevar salário de Infantino a US$ 30 milhões

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Plano barrado da Fifa poderia elevar salário de Infantino a US$ 30 milhões
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, poderia receber US$ 30 milhões por ano caso avançasse seu plano de criar uma empresa para administrar as principais competições da entidade com participação de investidores privados. A proposta caiu após forte rejeição de confederações, sobretudo da Uefa.

O valor projetado equivale a mais de seis vezes a remuneração anual que Infantino recebeu em 2025. O relatório de transparência da Fifa aponta ganho bruto de US$ 4,8 milhões no período, formado por US$ 2,6 milhões de salário-base e US$ 2,2 milhões em bônus.

O jornal inglês The Times informou que a criação da Fifa Forward Enterprise, a FFE, elevaria a remuneração do dirigente para US$ 30 milhões, sem incluir eventuais bonificações. Na cotação mencionada no projeto, a quantia chegaria a R$ 152,4 milhões.

Infantino anunciou na sexta-feira que desistiria da empresa, três dias depois de apresentar a possibilidade de venda de ações da Fifa a investidores privados. O recuo encerrou, ao menos por ora, a tentativa de mudar a estrutura comercial da entidade.

Uefa ameaçou boicotar torneios organizados pela Fifa

A FFE teria controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores. A subsidiária concentraria a operação de torneios como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes, com uma meta de arrecadar até US$ 4,2 bilhões.

A Uefa liderou a oposição e anunciou que suas 55 associações poderiam boicotar futuras competições da Fifa enquanto o plano permanecesse em discussão. Concacaf e Confederação Asiática de Futebol também criticaram publicamente a iniciativa.

Em comunicado divulgado no sábado, a Uefa afirmou que a atual direção da Fifa perdeu a confiança das federações europeias e de outros integrantes do futebol mundial. A entidade disse que discutiria com suas associações formas de impedir que uma proposta semelhante voltasse a ocorrer.

O Fifpro, sindicato internacional de jogadores, também se posicionou contra a venda de participações, enquanto a Conmebol adotou neutralidade pública durante a crise. O projeto permitiria a Infantino comandar a FFE sem limite de mandatos, diferentemente da presidência da Fifa, cargo que ele pode ocupar até 2031 se conquistar a reeleição em 2027.

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