O vereador Marquinho Bacellar (União Brasil) negou nesta semana os rumores que circulam nos bastidores políticos do Rio de Janeiro sobre uma suposta negociação de delação premiada envolvendo seu irmão, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar.
A declaração foi feita durante sessão da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, quando o parlamentar decidiu se manifestar sobre especulações que vêm sendo disseminadas desde a prisão do ex-deputado estadual. Segundo Marquinho, não existe qualquer tratativa nesse sentido e a possibilidade não faz parte da postura adotada pela família.
“Agora falaram que o Rodrigo vai delatar. Gente, delatar vindo de Bacellar é difícil. Vocês estão procurando piolho onde não tem. Ele está enfrentando com muita garra, muita luta, algo que não fez merecer estar lá. Esperar dele inventar história de um ou outro para ameaçar alguém, prejudicar alguém, não é o perfil nosso”, afirmou o vereador durante seu pronunciamento.
Marquinho revelou que esteve com o irmão no Complexo de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na última semana. Segundo ele, a visita teve duração aproximada de quatro horas.
O vereador admitiu que a prisão provocou desgaste emocional entre familiares e aliados políticos, mas ressaltou que o grupo permanece mobilizado. De acordo com seu relato, a situação não alterou os planos políticos já traçados para os próximos meses.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre qualquer pedido ou negociação de colaboração premiada envolvendo Rodrigo Bacellar. O processo segue em andamento e está sob acompanhamento das autoridades competentes.
Durante o pronunciamento, Marquinho também abordou o cenário eleitoral e afirmou que continuará participando das articulações políticas para as próximas disputas eleitorais.
Segundo o vereador, conversas vêm sendo mantidas com lideranças estaduais e nacionais do campo político ao qual está vinculado.
“Nesse pleito, estaremos nos colocando na rua, pedindo voto. A gente já tem uma conversa bem encaminhada com Antonio Rueda, bem encaminhada com Márcio Canella e estamos procurando outros políticos que se identifiquem com a nossa forma de fazer política”, declarou.
Rodrigo Bacellar tornou-se alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal no último ano. Conforme informações já divulgadas oficialmente pelas autoridades, o ex-presidente da Alerj está preso desde março no Complexo de Bangu e permanece à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF) enquanto o processo segue sua tramitação.
Os detalhes da investigação continuam sendo analisados pelas instâncias responsáveis. Até o momento, os órgãos encarregados do caso não divulgaram informações públicas que indiquem eventual negociação de acordo de colaboração premiada.
O andamento do processo deverá continuar sendo acompanhado pelo STF e pelos órgãos de investigação responsáveis. Enquanto isso, as declarações de Marquinho Bacellar reforçam a estratégia adotada pela família de contestar publicamente os rumores surgidos após a prisão do ex-presidente da Alerj.
Nos próximos meses, a evolução das investigações e eventuais manifestações oficiais das autoridades poderão trazer novos desdobramentos para um caso que segue despertando atenção no cenário político fluminense.




