Lula provoca Trump e diz que levará jabuticaba para “acalmá-lo”; Veja

O presidente Lula. Foto: Luis Nova/Metrópoes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (23) que pretende levar jabuticaba e maracujá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a intenção de “acalmá-lo”. A declaração foi feita durante a abertura da feira Brasil na Mesa, realizada em Planaltina, em comemoração aos 53 anos da Embrapa.

Durante o discurso, Lula mencionou a intenção de presentear também o presidente da China, Xi Jinping, destacando o simbolismo das frutas brasileiras. Segundo ele, a jabuticaba teria efeito “calmante”, enquanto o maracujá reforçaria a ideia de tranquilidade. A fala ocorreu em meio a reflexões sobre o potencial agrícola do país, que, segundo o presidente, ainda não é plenamente aproveitado.

“Quando eu viajar, vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping e outro para o Trump, para acalmar ele. Dizer que jabuticaba é calmante. Levar maracujá. O Brasil tem um potencial extraordinário, mas muitas vezes não sabemos aproveitar”, afirmou.

A declaração se soma a outras manifestações recentes de Lula envolvendo Trump. Nos últimos dias, o presidente brasileiro elevou o tom ao comentar a atuação do líder norte-americano em conflitos internacionais, especialmente no contexto da guerra no Oriente Médio.

 

Em uma agenda anterior em Portugal, Lula ironizou o interesse de Trump em conquistar um Prêmio Nobel da Paz. Na ocasião, comentou que o republicano tem feito declarações sobre supostas mediações de conflitos, mas sem reconhecimento internacional. “A gente vê todo dia declarações que não sei se são brincadeira ou não”, disse.

O presidente brasileiro chegou a sugerir, em tom irônico, que conceder o prêmio a Trump poderia encerrar conflitos globais. “Se ele ganhar, o mundo vai viver em paz tranquilamente”, afirmou na ocasião.

Lula e Trump já estiveram frente a frente em outubro de 2025, durante um encontro internacional na Malásia. Um novo encontro entre os dois líderes está previsto para ocorrer em Washington, nos Estados Unidos, ainda neste ano. A visita, inicialmente marcada para março, foi adiada devido à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

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