A Força Municipal iniciou neste domingo (26) uma nova etapa de sua operação de segurança na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, com foco em pontos considerados críticos para a ocorrência de roubos e furtos. A ação passa a cobrir o perímetro entre a Rua São Francisco Xavier e a Praça Afonso Pena, áreas mapeadas a partir de dados de criminalidade.
Segundo a prefeitura, a estratégia foi montada com base na análise de manchas criminais, metodologia que identifica locais e horários com maior concentração de delitos. O objetivo é direcionar o policiamento de forma mais precisa, reforçando a presença ostensiva exatamente nos pontos e períodos de maior risco.
Na véspera do início da nova fase, representantes do poder público participaram de uma reunião com empresários, comerciantes e síndicos da região da Tijuca para detalhar os objetivos da operação. De acordo com a administração municipal, cerca de metade dos casos de roubo e furto se concentra em uma parcela reduzida do território, o que permite uma atuação mais estratégica e direcionada.
Criada como uma divisão especializada da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, a Força Municipal iniciou as atividades em março deste ano e vem ampliando gradualmente sua presença em diferentes regiões da capital fluminense.
Expansão do policiamento no Rio de Janeiro
A primeira fase da operação foi implementada no Centro do Rio, abrangendo áreas de grande circulação, como a Rodoviária do Rio, o Terminal Gentileza e a Estação Leopoldina.
Na sequência, a atuação foi expandida para o eixo da Avenida Presidente Vargas, Campo de Santana, Central do Brasil e Cinelândia, regiões com alto fluxo de pessoas e histórico de ocorrências.
A operação também avançou para a Zona Oeste, com presença em Campo Grande, principalmente no entorno do calçadão e da estação ferroviária.
Agora, a chegada à Tijuca marca a expansão da estratégia para a Zona Norte, reforçando o plano de segurança urbana da prefeitura.
Balanço das ações
No primeiro mês de atuação, a Força Municipal realizou mais de 800 abordagens, que resultaram em 116 ocorrências registradas.
Entre os casos contabilizados estão flagrantes de roubo e furto, além de situações envolvendo réplicas de armas de fogo e episódios de ameaça.
Segundo a Secretaria de Segurança Urbana, já foram identificadas 22 manchas criminais em diferentes pontos da cidade, que devem orientar as próximas etapas da operação.
A expectativa da prefeitura é que o modelo, baseado em planejamento, inteligência e análise de dados, contribua para a redução significativa dos crimes patrimoniais nas áreas atendidas.
