EUA reafirmam neutralidade sobre Malvinas após vazamento do Pentágono

Trump em discurso na Otan. Foto: reprodução

Os Estados Unidos reafirmaram nesta sexta-feira (24) que mantêm posição de neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas, território disputado entre Argentina e Reino Unido no Atlântico Sul. A manifestação foi feita após o vazamento de um e-mail interno do Pentágono que sugeria a possibilidade de revisão do apoio diplomático norte-americano ao tema.

Segundo um porta-voz do Departamento de Estado, Washington reconhece a administração de fato exercida pelo Reino Unido sobre o arquipélago, mas não assume posição formal sobre a disputa de soberania.

Letreiro nas Ilhas Malvinas. Foto: reprodução

A repercussão ganhou força após a divulgação de informações indicando que o Pentágono avalia medidas contra aliados da Otan que não ofereceram apoio integral aos Estados Unidos durante a guerra contra o Irã, atualmente em cessar-fogo.

Entre as hipóteses citadas no documento estaria a suspensão simbólica da Espanha dentro da aliança militar, além de uma eventual reavaliação do posicionamento diplomático norte-americano sobre antigas possessões ultramarinas europeias, incluindo as Malvinas.

O governo espanhol minimizou a informação e afirmou que mantém colaboração com os aliados dentro da legalidade internacional.

A disputa pelas Malvinas permanece como um dos temas mais sensíveis da diplomacia internacional.

Argentina e Reino Unido travaram guerra pelo arquipélago em 1982, conflito encerrado com vitória britânica e centenas de mortos. Desde então, Buenos Aires mantém a reivindicação diplomática sobre a soberania das ilhas, enquanto Londres sustenta o direito de autodeterminação dos moradores.

Em 2013, um referendo nas ilhas apontou apoio quase unânime à permanência sob domínio britânico.

O novo posicionamento oficial dos Estados Unidos busca conter a repercussão internacional após o vazamento, mas o episódio reacendeu tensões diplomáticas entre Washington, Londres e Buenos Aires, além de ampliar o desgaste com aliados europeus da Otan.

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