Pular para o conteúdo

Eduardo Paes aponta neutralização de criminosos armados no Rio de Janeiro como medida estratégica

Expresso Rio
Imagem: TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

O ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Paes (PSD), voltou a defender ações rígidas contra integrantes do crime organizado armados com fuzis e equipamentos de guerra. Em entrevista à BBC Brasil, o político afirmou que criminosos que desafiam o Estado utilizando armamento pesado “vão ter que ser neutralizados”.

A declaração ocorreu durante análise sobre operações policiais realizadas no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo Paes, o estado enfrenta um cenário de avanço da criminalidade em diversas comunidades dominadas por facções.

Paes critica política de segurança do governo Cláudio Castro

Durante a entrevista, Eduardo Paes criticou diretamente a condução da segurança pública pelo governador Cláudio Castro (PL). Segundo ele, operações policiais de grande repercussão acabam não gerando resultados permanentes por falta de continuidade.

De acordo com o ex-prefeito, após ações realizadas no Complexo do Alemão, traficantes voltaram rapidamente às comunidades.

“Aquilo que a gente já previa se confirmou no dia seguinte. Já estavam todos lá de volta, foram substituídos. E a comunidade do Alemão, da Penha, continuam dominadas pelo crime organizado”, declarou.

Paes também afirmou que as operações recentes não fariam parte de um planejamento estruturado de segurança pública.

“Não era uma operação dentro de uma política pública de segurança. Era um gesto eleitoral”, disse.

Defesa do uso da força pelo Estado

Ao comentar confrontos armados envolvendo policiais e criminosos, Eduardo Paes reconheceu o impacto das mortes registradas nas operações. Apesar disso, afirmou que o Estado possui legitimidade para utilizar força letal em situações extremas.

“Eventualmente o Estado tem um monopólio do uso da força, inclusive da força letal”, afirmou.

Segundo o pré-candidato, grupos criminosos fortemente armados representam uma ameaça direta à população e aos agentes públicos.

Na entrevista, Paes voltou a defender uma política permanente de retomada territorial em comunidades dominadas pelo tráfico no Rio de Janeiro.

“Se eu for governador, a gente vai ter política pública. Clareza, retomada de território”, declarou.

Declaração repercute no cenário político do Rio

A fala de Eduardo Paes repercutiu nas redes sociais e no meio político fluminense. O tema da segurança pública deve ocupar posição central nas discussões eleitorais para o Governo do Estado em 2026.

Segundo especialistas em segurança pública, o debate sobre operações policiais no Rio de Janeiro segue dividido entre defensores de ações mais rígidas e setores que cobram políticas sociais e estratégias permanentes de inteligência.

O Complexo do Alemão e outras regiões da Zona Norte do Rio têm sido alvo frequente de operações policiais nos últimos anos, em meio ao avanço de facções criminosas e confrontos armados.

Ao responder sobre possíveis ações futuras caso seja eleito governador, Paes voltou a afirmar que criminosos fortemente armados que coloquem vidas em risco poderão ser combatidos com rigor.

“Se alguém ousar desafiar o Estado, colocar em risco a vida de um agente público ou de um cidadão, e para isso tem que ser neutralizado, sei lá, neutralizado”, declarou.

no Expresso Rio:

  • Últimas notícias do Rio de Janeiro no Expresso Rio
autores
tópicos relacionados

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.