O deputado federal Daniel Soranz (PSD-RJ), ex-secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, apresentou um requerimento na Câmara dos Deputados solicitando esclarecimentos ao Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre possíveis inconsistências nos dados de homicídios registrados no estado.
Durante discurso no plenário, Soranz levantou suspeitas de divergências entre os números divulgados pelas autoridades de segurança pública e os registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), vinculado ao Ministério da Saúde. Segundo ele, os dados não estariam alinhados, o que poderia indicar falhas na classificação das mortes.
O parlamentar afirmou que há indícios de que casos de vítimas de projéteis de arma de fogo não estão sendo corretamente contabilizados como homicídios. Para ele, essa diferença na categorização pode comprometer a transparência das estatísticas oficiais. “Não se está classificando corretamente os dados de homicídio e os de pessoas vítimas de disparos de arma de fogo. Isso pode gerar uma percepção distorcida da realidade”, declarou.
Soranz também destacou a possibilidade de que parte dessas mortes esteja sendo registrada como “causas indeterminadas”. Na avaliação do deputado, essa prática pode impactar diretamente o planejamento de políticas públicas voltadas à segurança, uma vez que os dados são fundamentais para orientar decisões e estratégias de combate à violência.
Além do pedido formal de informações ao governo federal, o deputado defendeu a criação do Cadastro Nacional de Vítimas de Ferimento por Arma de Fogo (CadFAF). A proposta tem como objetivo ampliar o controle e a precisão das informações relacionadas a ocorrências com armas de fogo, contribuindo para uma leitura mais fiel do cenário de violência no país.
