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Cúpula militar vê como improvável ação terrestre dos EUA no Brasil contra o tráfico

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Cúpula militar vê como improvável ação terrestre dos EUA no Brasil contra o tráfico
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A cúpula das Forças Armadas considera improvável que os Estados Unidos façam operações terrestres no Brasil contra narcotraficantes, apesar dos planos anunciados por Washington para a América Latina. Militares brasileiros que mantêm contato com autoridades norte-americanas não esperam ações diretas em território nacional. Com informações de O Globo.

Na avaliação desses integrantes das Forças Armadas, uma eventual intervenção dos EUA no país dependeria da cooperação das instituições brasileiras. O Exército teria participação decisiva nesse cenário por sua presença ao longo das fronteiras terrestres.

O Brasil compartilha quase 17 mil quilômetros de fronteira com dez países da América do Sul. A extensão territorial e as diferentes condições geográficas da região elevam a complexidade de qualquer operação terrestre voltada ao combate ao tráfico.

Os militares também avaliam que os EUA identificam o Brasil como consumidor e importante entreposto comercial de drogas, e não como grande produtor. Essa característica integra a análise sobre a baixa probabilidade de uma ação norte-americana direta no país.

Fronteira brasileira pesa na avaliação das Forças Armadas

Para integrantes da cúpula militar, a dimensão da fronteira brasileira dificultaria ações externas sem coordenação com as autoridades nacionais. O Exército concentra presença relevante nessas áreas, o que reforçaria a necessidade de colaboração institucional em qualquer iniciativa.

A comparação usada por militares brasileiros envolve a fronteira entre Estados Unidos e México, que tem pouco mais de 3 mil quilômetros. Mesmo em uma faixa territorial menor, Washington enfrenta dificuldades operacionais ligadas ao narcotráfico.

O debate ganhou força após o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmar, durante visita ao Panamá, que o país pretende atacar narcotraficantes “em terra” na América Latina. Ele relacionou a proposta às ações que os EUA já realizam em águas internacionais contra embarcações suspeitas de contrabando de drogas.

Até o momento, não há indicação de que o governo dos Estados Unidos tenha anunciado uma operação específica em solo brasileiro. A avaliação predominante entre os militares ouvidos é que a atuação norte-americana no país só poderia avançar com cooperação das autoridades brasileiras.

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