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Política

Chanceler da Argentina diz esperar derrota de Lula

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Chanceler da Argentina diz esperar derrota de Lula
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O chanceler argentino, Pablo Quirno, disse nesta quarta (05) esperar que o Brasil acompanhe a “onda conservadora” que, segundo ele, avança pela América do Sul. A declaração ocorreu um dia depois de o Itamaraty rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, após novos ataques do presidente Javier Milei a Lula.

“A região está mudando sua direção ideológica. Celebramos isso e esperamos que aconteça o mesmo no Brasil”, afirmou Quirno em entrevista coletiva. O ministro também confirmou que Milei pretende convocar uma cúpula de líderes de direita da região em Buenos Aires, quando houver compatibilidade de agendas.

Quirno atribuiu a Milei a articulação de países alinhados politicamente na América do Sul. “Essa liderança foi o que nos levou a ter hoje um grupo de 12 países alinhados com essas ideias e que se apoiam constantemente”, disse o chanceler, ao anunciar a possibilidade de um encontro na capital argentina.

O governo brasileiro dispensou o embaixador argentino em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, e decidiu que o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornará ao posto. Bitelli está no Brasil desde 26 de julho, um dia após Milei participar, em São Paulo, do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

🇧🇷⛓️🇦🇷‍ El canciller Pablo Quirno, habló sobre la decisión de #Brasil de retirar al embajador argentino y aseguró que el país vecino tiene “todo el derecho de decidir lo que ha decidido”, pero que #Argentina decidió no llevar estos episodios a una instancia diplomática.

🗣️ “En… pic.twitter.com/had2iyuaMf

— GlobaLAT (@globaLATvideo) August 5, 2026

Argentina fala de divergências ideológicas

Com a medida, os dois países manterão a relação no nível de encarregados de negócios. O Itamaraty tomou a decisão depois de Milei voltar a atacar Lula, em entrevista a uma rádio no domingo (2), quando chamou o presidente brasileiro de “vigarista” e “ladrão”.

O presidente argentino também acusou Lula de interferir na política regional. “Se há alguém que interfere politicamente na região é Lula, contaminando-a por completo com as ideias imundas do socialismo”, declarou Milei.

Quirno classificou a mudança na representação diplomática como uma decisão unilateral do Brasil. “Houve manifestações de ambos os lados que revelam essas diferenças políticas e ideológicas. A Argentina decidiu não levá-las à arena diplomática”, afirmou, acrescentando que o governo argentino vê outras formas de preservar os vínculos entre os dois países.

Patricia Bullrich, líder no Senado do partido de Milei, A Liberdade Avança, criticou a resposta brasileira e mencionou a visita de Lula à ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que cumpria prisão domiciliar no ano passado. “Os interesses dos Estados prevalecem sobre as atividades políticas dos governos no poder”, escreveu na rede X.

Durante a entrevista, Quirno também citou a recente tensão entre Brasil e Paraguai, desencadeada por uma fala de Lula sobre a Guerra do Paraguai. Após apresentar uma nota de repúdio ao embaixador brasileiro, o vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana, disse que não pretendia prolongar a crise às vésperas das eleições no país.

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