Burnout dispara no RJ e afastamentos crescem 800% em 4 anos

Expresso Rio
3 min de leitura

Os afastamentos por burnout no Brasil registraram um crescimento explosivo nos últimos anos e já acendem um alerta para autoridades e empresas, incluindo no estado do Rio de Janeiro. Dados recentes mostram que os casos aumentaram mais de 800% em apenas quatro anos, refletindo uma crise silenciosa no mercado de trabalho.

Segundo informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o número de benefícios concedidos por transtornos mentais relacionados ao trabalho como o burnout saltou de cerca de 7 mil em 2022 para mais de 60 mil em 2025.

O burnout, também conhecido como síndrome do esgotamento profissional, é caracterizado por exaustão extrema, queda de desempenho e distanciamento emocional das atividades. O problema tem se tornado cada vez mais comum em ambientes corporativos marcados por alta pressão.

Especialistas apontam que fatores como excesso de demandas, cobrança por produtividade, jornadas prolongadas e falta de autonomia estão entre os principais gatilhos. Além disso, ambientes de trabalho considerados tóxicos e a dificuldade de se desconectar fora do expediente têm agravado o cenário.

No Rio de Janeiro, empresas e profissionais de diversas áreas já relatam aumento nos casos, refletindo uma tendência nacional que impacta diretamente a saúde e a economia.

A síndrome foi oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno ocupacional, ligado ao estresse crônico no trabalho que não foi administrado de forma adequada.

Com a consolidação do modelo híbrido e do home office, a separação entre vida profissional e pessoal se tornou ainda mais tênue. A facilidade de acesso ao trabalho fora do horário tradicional contribuiu para o aumento da sobrecarga e da exaustão mental.

Além disso, o cenário pós-pandemia intensificou cobranças e transformações no mercado, exigindo maior adaptação dos trabalhadores.

Diante do avanço acelerado dos casos, especialistas defendem mudanças urgentes nas relações de trabalho, com foco em saúde mental, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e políticas internas mais humanizadas.

A tendência é que o tema ganhe ainda mais relevância nos próximos anos, pressionando empresas e autoridades, inclusive no Rio de Janeiro, a adotarem medidas para conter o avanço do burnout e seus impactos sociais e econômicos.

Partilhar este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *