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Brasil prepara resposta aos EUA após revogação de visto e deve adotar reciprocidade

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Brasil prepara resposta aos EUA após revogação de visto e deve adotar reciprocidade
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A decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, elevou o tom da crise diplomática entre os dois países e levou o Palácio do Planalto a preparar uma resposta oficial. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu adotar o princípio da reciprocidade diante da medida anunciada pela administração do presidente Donald Trump, segundo informações da jornalista Julia Duailibi no portal g1.

A estratégia será discutida em uma reunião do governo federal nesta quarta-feira (5), quando integrantes da área diplomática e do Palácio do Planalto deverão definir qual será a reação brasileira. Entre as possibilidades em análise está uma medida equivalente na área de vistos ou outra providência considerada proporcional ao gesto adotado pelos Estados Unidos.

Embora a revogação do visto tenha forte peso político e diplomático, a avaliação interna do governo brasileiro é de que seus efeitos práticos são limitados para a atuação da diplomata. Maria Luiza Ribeiro Viotti permanece normalmente em Washington exercendo suas funções como chefe da missão brasileira. A principal restrição é que, caso deixe o território estadunidense, ela não poderá retornar utilizando o mesmo documento, já que o visto foi cancelado.

Impasse diplomático amplia tensão

Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, a revogação do visto está relacionada ao atraso das autoridades brasileiras em conceder o agrément — autorização diplomática necessária para a posse de um embaixador estrangeiro — ao indicado estadunidense Daniel Perez, escolhido para comandar a embaixada dos EUA em Brasília.

O episódio ocorre em um momento de representação diplomática incompleta entre os dois países. Atualmente, os Estados Unidos não contam com um embaixador em exercício no Brasil. A representação dos EUA é conduzida pela encarregada de negócios interina em Brasília, Kimberly Kelly, função que possui atribuições diplomáticas, mas não o mesmo status institucional de um embaixador.

Esse cenário dificulta a adoção de uma resposta simétrica imediata por parte do governo brasileiro, já que não há um embaixador estadunidense oficialmente acreditado no país que pudesse ser alvo de medida equivalente.

Governo vê motivação política

Nos bastidores do governo federal, a avaliação é de que a iniciativa da Casa Branca extrapola uma divergência burocrática e possui forte componente político. s do governo brasileiro afirmam considerar que a decisão dos Estados Unidos tem um “tom eleitoral”, entendimento que reforçou a posição de que seria necessário apresentar uma reação formal para evitar que o episódio fosse interpretado como uma aceitação passiva da medida.

Integrantes do governo discutem se a reciprocidade deverá ocorrer exatamente na política de vistos ou se haverá outra medida considerada equivalente em gravidade no campo das relações diplomáticas.

Nota oficial rejeita justificativas dos EUA

Na noite de terça-feira (4), .

No comunicado, o Palácio do Planalto classificou como “falsas” as razões apresentadas pelo governo estadunidense e afirmou que a decisão integra um conjunto de medidas “motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo”.

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