Mais de 100 bombeiros militares temporários realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (28) em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro do Rio, para cobrar a efetivação no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.
A mobilização ocorreu paralelamente a uma audiência pública da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia, realizada às 10h, onde o tema entrou oficialmente em debate entre parlamentares e representantes da categoria.
Os manifestantes afirmam que, apesar do vínculo temporário, desempenham funções essenciais e atuam diretamente na linha de frente de ocorrências de alto risco, incluindo combate a incêndios, operações de resgate e atendimentos emergenciais em diversas regiões do estado.

Segundo os militares, a principal reivindicação é a garantia de estabilidade profissional. Eles argumentam que passaram por todas as etapas de concurso público e treinamento exigidas para a função, mas seguem sem proteção funcional, podendo ser dispensados sem garantias trabalhistas ou amparo em caso de acidente durante o serviço.
A categoria também destaca que o risco da atividade é permanente, independentemente do tipo de vínculo com a corporação, reforçando a necessidade de reconhecimento profissional.
Durante a audiência pública, avançou a discussão sobre o projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Giovani Ratinho (MDB), que propõe a absorção de praças e oficiais temporários pelo Corpo de Bombeiros do estado.
De acordo com o parlamentar, a proposta busca aproveitar profissionais que já passaram por formação técnica e treinamento operacional, reduzindo custos para o estado e diminuindo o tempo necessário para a capacitação de novos militares.
O debate na Alerj ocorre em meio à pressão crescente da categoria, que pede uma solução definitiva para a situação funcional dos temporários no Rio de Janeiro.
Nos próximos dias, a expectativa é que a proposta avance nas discussões legislativas, podendo ganhar novos desdobramentos dentro da Assembleia.



