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Esportes

Brasil esperado a apostar até R$ 31 bilhões na Copa do Mundo 2026: como os brasileiros irão jogar?

Por Atualizado em 15 Jul 2026, 09h47 5 min de leitura Expresso Rio
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A Copa do Mundo de 2026 deverá movimentar não apenas a paixão dos torcedores, mas também uma das maiores cifras já registradas pela indústria global de apostas esportivas. Segundo estimativas divulgadas por representantes do setor, o volume de apostas durante o torneio poderá alcançar até US$ 60 bilhões em todo o mundo, equivalente a aproximadamente R$ 310 bilhões na cotação atual.

Nesse cenário, o Brasil surge como um dos mercados mais relevantes. Projeções apresentadas por executivos da indústria apontam que os apostadores brasileiros poderão responder por cerca de 10% de toda a movimentação global, o que representaria aproximadamente R$ 31 bilhões em apostas realizadas durante a competição.

O crescimento ocorre em um contexto inédito para o país. A edição de 2026 será a primeira Copa do Mundo disputada após a entrada em vigor da regulamentação das apostas de quota fixa no Brasil, implementada pelo governo federal em janeiro de 2025. O novo modelo estabeleceu regras para operação das empresas, tributação, fiscalização e proteção dos consumidores.

Mundial ampliado deve aumentar volume de apostas

Além da regulamentação brasileira, outro fator que impulsiona as projeções é o novo formato da Copa do Mundo. Pela primeira vez na história, o torneio contará com 48 seleções participantes, ampliando significativamente o calendário de jogos.

Ao todo, serão 104 partidas disputadas nos Estados Unidos, Canadá e México, número superior aos 64 confrontos realizados nas edições anteriores. Para as plataformas de apostas, isso representa uma ampliação considerável das oportunidades de apostas antes, durante e após os jogos.

Segundo Darren Small, vice-presidente da Sportradar, empresa global especializada em tecnologia esportiva e integridade de competições, o Mundial deverá superar a marca de US$ 50 bilhões em apostas. Já Alexander Kamenetsky, diretor de Operações da SOFTSWISS Sportsbook, avalia que o volume pode atingir até US$ 60 bilhões, representando crescimento superior a 50% em relação à Copa do Mundo de 2022.

Brasil ganha importância estratégica para o setor

Desde a regulamentação do mercado brasileiro, o país passou a ser visto por operadores nacionais e internacionais como uma das principais frentes de expansão da indústria. O tamanho da população, a tradição esportiva e o forte engajamento dos brasileiros com o futebol colocam o mercado nacional entre os mais promissores do mundo.

Segundo representantes do setor, a Copa do Mundo de 2026 deverá servir como um importante teste para a consolidação do ambiente regulado brasileiro. Além do aumento esperado na movimentação financeira, empresas apostam na entrada de novos usuários que ainda não utilizam plataformas autorizadas.

Apesar das projeções otimistas, entidades do segmento reconhecem que ainda existe cautela em relação aos números finais. De acordo com declarações do presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Lemos Jorge, o mercado regulado brasileiro ainda é recente, o que dificulta estimativas precisas sobre o volume que será efetivamente movimentado durante o Mundial.

Pesquisas mostram interesse crescente dos brasileiros

Estudos recentes indicam que a Copa do Mundo continua sendo um dos eventos esportivos com maior potencial de engajamento para apostas. Levantamentos citados pelo setor apontam que 38% dos apostadores brasileiros costumam participar de apostas durante os Mundiais.

Outra pesquisa, realizada pela Creditas em parceria com a Opinion Box, revelou que 56% dos brasileiros pretendem participar de apostas ou bolões relacionados à competição. Entre jovens de 18 a 24 anos, esse percentual chega a 70%.

Os números demonstram que o interesse pelo segmento ultrapassa os apostadores tradicionais e alcança também pessoas que costumam participar apenas em grandes eventos esportivos.

Arrecadação e fiscalização entram no radar do governo

O avanço das apostas esportivas também tem impactos diretos sobre a arrecadação pública. Com a regulamentação em vigor, parte da receita gerada pelas empresas autorizadas passa a ser tributada e fiscalizada pelos órgãos federais responsáveis.

Segundo especialistas do setor, a expectativa é que a Copa do Mundo de 2026 amplie a migração de usuários para plataformas licenciadas, fortalecendo a arrecadação tributária e reduzindo a participação de operadores não autorizados.

Ao mesmo tempo, autoridades e especialistas em proteção ao consumidor acompanham com atenção os desafios relacionados ao jogo responsável. O crescimento acelerado do mercado tem ampliado o debate sobre educação financeira, prevenção ao endividamento e mecanismos de proteção para usuários vulneráveis.

Copa pode marcar nova fase para o mercado regulado

Executivos do segmento avaliam que o Mundial de 2026 poderá representar um divisor de águas para a indústria de apostas esportivas no Brasil. Além de impulsionar receitas, o torneio deve servir como vitrine para operadores autorizados e consolidar a presença das bets no mercado nacional.

Segundo informações divulgadas pelo próprio setor, a expectativa é que a combinação entre regulamentação, aumento da oferta de jogos e interesse crescente do público transforme a Copa de 2026 em um dos eventos mais importantes da história recente das apostas esportivas no país.

Até o início do torneio, previsto para junho de 2026, governo, operadores e entidades do setor deverão acompanhar a evolução dos indicadores para medir o impacto real do novo ambiente regulatório sobre um mercado que já se tornou um dos mais relevantes da economia digital brasileira.

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