A conta de luz vai ficar mais cara em maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou nesta sexta-feira (24) a adoção da bandeira tarifária amarela para o mês de maio de 2026, encerrando o período de bandeira verde que vigorava desde janeiro.
Com a mudança, os consumidores atendidos pelas distribuidoras de energia passarão a pagar um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos no próximo ciclo de faturamento.
A decisão ocorre em meio à redução do volume de chuvas registrada na transição do período úmido para o período seco, cenário que impacta diretamente a geração de energia pelas hidrelétricas principal fonte do sistema elétrico brasileiro.
Segundo a agência, a diminuição das chuvas reduz a capacidade de geração nos reservatórios e exige o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo operacional mais elevado. Esse aumento é então repassado ao consumidor por meio do sistema de bandeiras tarifárias.
A bandeira verde, em vigor entre janeiro e abril, indicava condições favoráveis de geração, sem cobrança adicional. Agora, com a bandeira amarela, o custo extra volta a aparecer nas contas, embora ainda não haja risco imediato de bandeira vermelha, que representa cobranças ainda maiores.
A ANEEL orienta a população a adotar consumo consciente de energia, evitando desperdícios e reduzindo o impacto financeiro no orçamento doméstico e comercial.
Entre as recomendações estão o uso moderado de aparelhos de alto consumo, como chuveiro elétrico, ar-condicionado e ferro de passar, além do desligamento de equipamentos fora de uso.
O setor elétrico, no entanto, segue em alerta para as condições climáticas dos próximos meses. A agência reconhece que ainda há incertezas para o segundo semestre, e uma piora no regime de chuvas pode levar à adoção de patamares tarifários mais altos.
A expectativa agora é pelo comportamento do clima ao longo do inverno e da primavera, período que costuma influenciar diretamente o nível dos reservatórios e, consequentemente, o valor pago pelos consumidores em todo o país.



