Um atentado com carro-bomba deixou ao menos 14 mortos e 38 feridos neste sábado (25) no sudoeste da Colômbia, em mais um episódio da escalada de violência que preocupa o país às vésperas das eleições presidenciais.
O ataque ocorreu no departamento de Cauca, região historicamente marcada pela presença de grupos armados ilegais, e foi atribuído por autoridades a dissidentes das antigas Farc.
A explosão atingiu mais de dez veículos em uma estrada da região, provocando grande destruição e mobilizando equipes de resgate. Segundo autoridades locais, ainda há pessoas desaparecidas, o que pode elevar o número de vítimas nas próximas horas.
De acordo com uma funcionária do corpo de bombeiros de Piendamó, parte dos feridos está em estado grave, enquanto as buscas por desaparecidos seguem de forma intensa.
Ataque provoca destruição e mobiliza resgate
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a gravidade do atentado, com veículos destruídos, crateras abertas na via e equipes de emergência atuando no local.
Hospitais da região receberam vítimas em estado crítico, enquanto forças de segurança seguem realizando buscas para localizar pessoas ainda não encontradas.
O governador de Cauca, Octavio Guzmán, também compartilhou registros que mostram os danos causados pela explosão e reforçou o alerta sobre a situação na região.
Governo aponta dissidentes das Farc
O presidente Gustavo Petro responsabilizou grupos armados ilegais pelo atentado e classificou os responsáveis como organizações terroristas ligadas ao narcotráfico.
Entre os principais suspeitos apontados pelo governo está Iván Mordisco, considerado um dos criminosos mais procurados do país.
Desde o início do mandato, em 2022, Petro buscou avançar em negociações de paz com facções armadas, mas as tentativas não tiveram o resultado esperado.
Nos últimos anos, esses grupos ampliaram sua atuação em áreas estratégicas do país, especialmente em regiões ligadas ao tráfico de drogas, mineração ilegal e extorsão.
Violência cresce antes das eleições
O atentado acontece em meio a uma sequência de episódios violentos registrados nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca.
Segundo autoridades militares, somente nos últimos dois dias foram contabilizados 26 ataques na região.
Na sexta-feira (24), uma base militar em Cali também foi alvo de uma ação violenta, deixando feridos e aumentando o clima de insegurança.
A proximidade das eleições presidenciais, marcadas para 31 de maio, intensifica a preocupação das autoridades com possíveis novas ações.
Clima eleitoral sob ameaça
A segurança pública se tornou um dos principais temas da disputa presidencial na Colômbia.
O cenário político já vinha tensionado desde o assassinato do pré-candidato Miguel Uribe, ocorrido em 2025 durante um evento político.
Outros candidatos que aparecem entre os mais citados nas pesquisas também relataram ameaças e reforçaram seus esquemas de proteção.
Entre os nomes mais mencionados estão Iván Cepeda, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia.
Historicamente, grupos armados ilegais têm tentado interferir no processo eleitoral colombiano por meio de intimidação e violência, ampliando o clima de instabilidade no país.



