O homem preso sob suspeita de matar a influenciadora e candidata a miss Ana Luiza Mateus, de 29 anos, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, já possuía antecedentes graves por crimes de violência contra mulher. Identificado como Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, ele havia sido condenado anteriormente por tortura, estupro e cárcere privado contra uma ex-companheira.
Segundo as investigações, Ana Luiza morreu após ser empurrada da janela de um apartamento no 13º andar. O caso ganhou ainda mais repercussão após a morte do suspeito, que foi encontrado sem vida horas depois, vítima de enforcamento enquanto estava sob custódia.
Histórico de agressões e ameaças
O passado de Endreo revela um padrão de comportamento violento. No ano anterior ao crime no Rio de Janeiro, ele foi condenado por manter uma ex-namorada em situação de cárcere privado no Mato Grosso do Sul. Durante o período de abuso, a vítima relatou ter sido submetida a agressões físicas e psicológicas constantes.
Em depoimento, a mulher afirmou que foi espancada, ameaçada de morte diversas vezes e obrigada a confessar supostas traições. Em um dos episódios mais graves, Endreo utilizou um cinto para enforcá-la, o que resultou em sequelas permanentes, incluindo a perda parcial da visão de um dos olhos.
A vítima também relatou que foi levada para uma fazenda, onde permaneceu sob controle do agressor, sem possibilidade de pedir ajuda. Após conseguir se afastar, ela nunca mais teve contato com ele até tomar conhecimento da morte de Ana Luiza.
Ciúmes e controle marcaram relação com Ana Luiza
Durante depoimento, Endreo admitiu que sentia ciúmes da vítima e demonstrava incômodo com a exposição dela nas redes sociais. Ana Luiza possuía mais de 40 mil seguidores, o que, segundo ele, gerava insegurança e desconfiança.
Ele afirmou que não lidava bem com a atenção que a influenciadora recebia, especialmente por parte de outros homens. Ainda segundo o relato, esse cenário contribuía para comportamentos possessivos e episódios de agressividade.
Caso segue sob investigação
A morte de Ana Luiza Mateus segue sendo investigada pelas autoridades do Rio de Janeiro. O histórico criminal do suspeito passou a ser considerado um elemento relevante para a compreensão do caso, especialmente diante das semelhanças no padrão de violência relatado por vítimas anteriores.



