O governo do Irã anunciou a liberação da navegação de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz durante o período restante do cessar-fogo no Líbano, em um movimento que pode aliviar tensões no comércio global de energia. A informação foi confirmada pelo chanceler Abbas Araqchi, que destacou que o tráfego seguirá uma rota previamente coordenada pela autoridade marítima do país.
De acordo com a declaração oficial, a autorização é restrita a navios comerciais. Embarcações militares continuam proibidas de atravessar a região, considerada estratégica para o transporte de petróleo no mundo.
Decisão ocorre após trégua e pressão internacional
A medida foi tomada na esteira do cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel, anunciado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A trégua abriu espaço para tentativas de negociação mais amplas, incluindo discussões sobre a tensão paralela envolvendo Washington e Teerã.
O Estreito de Ormuz estava fechado desde 28 de fevereiro, após uma escalada militar marcada por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos. O bloqueio impactou diretamente uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, responsável por escoar cerca de 20% da produção mundial de petróleo em períodos de normalidade.
Pressão europeia e impacto global
A reabertura parcial ocorre também sob pressão de lideranças europeias. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, articulam uma cúpula em Paris com o objetivo de reforçar a necessidade de retomada completa da circulação marítima na região.
A liberação do tráfego comercial no Estreito de Ormuz é vista como um sinal de distensão, ainda que limitado, e pode influenciar diretamente o mercado internacional de energia, além de indicar possíveis avanços diplomáticos nas próximas semanas.



