O Oriente Médio está em alerta novamente após o anúncio do Irã de que fechará o Estreito de Hormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo. A decisão foi tomada após ataques aéreos israelenses no Líbano, que resultaram em pelo menos 16 mortos.
Segundo o comando militar iraniano, o bloqueio é uma resposta ao que Teerã considera uma violação do acordo de cessar-fogo por parte de Israel e dos Estados Unidos. As autoridades iranianas afirmam que o fechamento do estreito é apenas o “primeiro passo” de uma reação que pode incluir novas medidas se os ataques continuarem.
No entanto, autoridades americanas questionam a eficácia da medida. O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, declarou que não há evidências de interrupção do tráfego marítimo na região. Isso aumenta a incerteza sobre a situação do estreito, que é considerado uma das principais rotas de comércio global de energia.
Os ataques aéreos israelenses no Líbano reacenderam o conflito na região. Segundo autoridades libanesas, os bombardeios atingiram diversas localidades no sul do país e no Vale do Bekaa, áreas onde o Hezbollah tem uma forte presença. Israel afirma que os ataques foram uma resposta a lançamentos de foguetes realizados pelo Hezbollah contra território israelense.
O Hezbollah, por sua vez, declarou que permanece comprometido com o cessar-fogo, mas afirmou que responderá a qualquer tentativa de avanço israelense em território libanês. O governo israelense sustenta que continuará reagindo a ameaças consideradas iminentes, mesmo após a entrada em vigor do novo acordo de trégua.
A crise no Oriente Médio tem implicações globais, especialmente no mercado internacional de energia. O Estreito de Hormuz é responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo comercializado globalmente, e qualquer interrupção pode provocar alta nos preços e gerar reflexos em economias de diversos países.
Fonte original: https://agendadopoder.com.br/ira-anuncia-novo-fechamento-de-hormuz-e-tensao-volta-a-abalar-oriente-medio/

