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Fontes dizem que Vorcaro oferecia reservas, vinho e contas pagas para se aproximar de políticos

Por Expresso Rio  ·  17 de Junho de 2026  ·  14:42

Fontes dizem que Vorcaro oferecia reservas, vinho e contas pagas para se aproximar de políticos
Fontes dizem que Vorcaro oferecia reservas, vinho e contas pagas para se aproximar de políticos
Expresso Rio
Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira. Foto: Reprodução

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, usou presentes de luxo para ganhar confiança e influenciar figuras importantes da política nacional, segundo fontes ouvidas pelo blog de Clarissa Oliveira na CNN Brasil. Uma pessoa que acompanhou as investigações citou um político de projeção nacional entre os “presenteados”.

Vorcaro encontrou o interlocutor em um evento e, durante a conversa, comentou as “delícias” que havia experimentado em um restaurante luxuoso. Ele disse que quase ninguém conseguia uma mesa no local e afirmou que contava com um ótimo “concierge”, podendo conseguir uma reserva para o político e sua família sem dificuldade.

O político aceitou a oferta e a reserva acabou feita. Quando chegou ao restaurante com familiares, encontrou uma garrafa de vinho já na mesa. O garçom informou que se tratava de “uma cortesia”.

A fonte afirmou que o político jantou, bebeu o vinho e não perguntou o valor da garrafa. Ao fim da refeição, pediu a conta e já estava com a carteira em mãos quando o maître comunicou que a despesa havia sido quitada previamente.

O método é apontado como parte do “modus-operandi” de Vorcaro para conquistar políticos. A aproximação não ocorria de forma brusca, mas por meio de um jogo cuidadoso e demorado.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), falando
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Foto: Reprodução

A Polícia Federal revelou que Vorcaro mantinha uma rede de influência com políticos baseada em vantagens financeiras e benefício mútuo. Relatórios da corporação apontam o custeio de viagens, hotéis e repasses aos senadores e deputado.

Entre os políticos citados, estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A PF descobriu que ele bancou hospedagens para os dois em junho de 2024 em Lisboa para participar de um fórum jurídico, o chamado “Gilmarpalooza”.

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