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Vorcaro cita Dark Horse e Ciro em nova tentativa de delação, mas nega pagamento de propina

Defesa de Daniel Vorcaro adia delação para maio
O empresário Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, incluiu na nova proposta de delação premiada informações sobre o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, e sobre a relação do banqueiro com Ciro Nogueira (PP-PI). A Polícia Federal, porém, avalia que o material não trouxe elementos novos e tende a negar novamente o acordo.

Segundo a TV Globo, Vorcaro não trata os pagamentos para a produção do filme como propina. O financiamento de “Dark Horse” entrou no centro do caso depois que o Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao banqueiro para bancar a obra sobre Jair Bolsonaro.

A reportagem do Intercept apontou que Vorcaro teria pago R$ 61 milhões para a produção. O caso expôs a proximidade entre Flávio Bolsonaro e o ex-dono do Banco Master, que hasido preso no âmbito da Operação Compliance Zero.

A nova proposta também aborda a relação de Vorcaro com Ciro Nogueira, presidente do PP. A defesa incluiu informações sobre o senador, mas atenua responsabilidades em relação ao que a PF já levantou.

Sede da Polícia Federal, em Brasília
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Ciro Nogueira foi alvo de operação da Polícia Federal em maio, sob suspeita de usar o mandato para favorecer interesses do Banco Master. A investigação aponta que Vorcaro enviou ao senador um envelope com um projeto de lei que beneficiaria o banco e identificou o pagamento de uma espécie de mesada de R$ 500 mil.

Vorcaro está preso em Brasília sob acusação de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que, segundo a PF, pode chegar a R$ 12 bilhões. Investigadores também apuram suspeitas de corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.

A primeira proposta de colaboração já hasido rejeitada pela PF. Nas tratativas atuais, investigadores afirmam que o acordo depende da apresentação de fatos inéditos, da comprovação de atos de ofício de autoridades citadas e da devolução de recursos. Até agora, a avaliação é que a nova versão segue mais próxima de uma estratégia de defesa do que de uma delação efetiva.