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Jovem sobrevive 42 horas à deriva em Ilhabela e fala após resgate

Por Expresso Rio  ·  28 de Maio de 2026  ·  01:56

Jovem sobrevive 42 horas à deriva em Ilhabela e fala após resgate

A jovem Bruna Damaris Sant’Anna da Silva, de 26 anos, falou pela primeira vez após ser encontrada viva depois de passar cerca de 42 horas à deriva em alto-mar, na região de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Internada no Hospital Municipal Mário Covas Jr., ela afirmou estar se recuperando após o resgate.

Em vídeo gravado do leito hospitalar e enviado para familiares, Bruna relatou dores pelo corpo e na garganta em decorrência do longo período no mar. “Estou melhorando. Estou com muita dor no corpo e na garganta”, declarou.

O caso mobilizou equipes da Marinha do Brasil e do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) desde o último domingo (24), quando Bruna desapareceu após sair para um passeio de moto aquática ao lado de Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos.

Resgate aconteceu no terceiro dia de buscas

Bruna foi localizada viva por pescadores na terça-feira (26), durante o terceiro dia das buscas realizadas no litoral paulista. Segundo informações médicas, a jovem apresenta evolução clínica favorável, permanece consciente, respirando espontaneamente e sem risco iminente de morte.

Apesar da melhora no quadro de saúde, ela segue internada sob observação médica.

As buscas por Dheorge Pereira Bernardino continuam nesta quarta-feira (27). Durante a operação, equipes da Marinha encontraram um colete salva-vidas boiando no mar. De acordo com informações das autoridades, o objeto pode pertencer ao homem desaparecido, mas a identificação oficial ainda não foi confirmada.

Pai da jovem chama sobrevivência de “milagre”

O resgate da jovem provocou forte comoção entre familiares e moradores da região de Ilhabela. Em entrevista à TV Vanguarda, o pai de Bruna, Sidney José da Silva, classificou a sobrevivência da filha como um “milagre de Deus”.

“Ela passou por um trauma muito difícil. Ficou praticamente 40 horas em alto-mar, água gelada, tempo totalmente contrário”, afirmou.

Segundo especialistas, fatores como o uso de colete salva-vidas, resistência física e as condições climáticas podem ter contribuído para que Bruna sobrevivesse por quase dois dias perdida no mar.

Desaparecimento segue sob investigação

Enquanto Bruna se recupera no hospital, o desaparecimento de Dheorge mantém familiares e equipes de resgate mobilizados no litoral norte paulista.

Imagens divulgadas anteriormente mostram o homem pilotando a moto aquática pouco antes do desaparecimento. A dinâmica do acidente ainda está sendo investigada pelas autoridades responsáveis.

De acordo com informações da operação de resgate, a expectativa é que as buscas continuem nos próximos dias, dependendo das condições climáticas e do estado do mar na região.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e voltou a chamar atenção para os riscos de acidentes marítimos envolvendo motos aquáticas em áreas de mar aberto.

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