
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trocou o comando de marketing da pré-campanha à Presidência após a crise provocada pelos áudios enviados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O novo marqueteiro será Eduardo Fischer, fundador e presidente da Agência Fischer.
A mudança ocorreu depois da saída de Marcello Lopes, que comunicou ao senador que não poderia mais atuar na pré-campanha para focar na própria empresa. Apesar da versão oficial, o ex-marqueteiro expôs críticas internas à condução das respostas de Flávio Bolsonaro no caso Vorcaro, e aliados defenderam uma troca rápida no núcleo de comunicação.
Fischer é conhecido por campanhas publicitárias como “Brahma número 1” e “A volta do Baixinho da Kaiser”. Segundo a Abramark, também idealizou o evento “É Tempo de Brasil”, realizado no Museu do Louvre, na França, durante a Copa do Mundo de 1998.
Na política, o publicitário atuou na consultoria estratégica da campanha presidencial de Álvaro Dias em 2018. O então candidato terminou a disputa com pouco mais de 859 mil votos, o equivalente a 0,80% do total.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
A indicação foi feita por Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha. Dentro do próprio entorno do senador, porém, o nome já enfrenta resistência.
A troca ocorre no momento em que Flávio Bolsonaro tenta conter o desgaste gerado pelas mensagens e áudios revelados pelo Intercept. As conversas mostram negociação de R$ 134 milhões com Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.
Segundo Thiago Miranda, dono da agência que intermediou os contatos entre o banqueiro e a família Bolsonaro, R$ 61 milhões foram pagos, metade do valor combinado. Flávio Bolsonaro admitiu ter negociado com Vorcaro, mas afirma que não ofereceu vantagens em troca do financiamento e diz que o recurso era “dinheiro privado”.
Relembre propagandas de responsabilidade de Fischer:
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