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Flávio Bolsonaro contrata criador do “Baixinho da Kaiser” após saída de aliado

Por Expresso Rio  ·  20 de Maio de 2026  ·  11:57

Flávio Bolsonaro contrata criador do “Baixinho da Kaiser” após saída de aliado
Após saída de aliado, Flávio Bolsonaro chama criador do “Baixinho da Kaiser” para sua campanha
Eduardo Fischer
Eduardo Fischer, o novo marqueteiro de Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trocou o comando de marketing da pré-campanha à Presidência após a crise provocada pelos áudios enviados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O novo marqueteiro será Eduardo Fischer, fundador e presidente da Agência Fischer.

A mudança ocorreu depois da saída de Marcello Lopes, que comunicou ao senador que não poderia mais atuar na pré-campanha para focar na própria empresa. Apesar da versão oficial, o ex-marqueteiro expôs críticas internas à condução das respostas de Flávio Bolsonaro no caso Vorcaro, e aliados defenderam uma troca rápida no núcleo de comunicação.

Fischer é conhecido por campanhas publicitárias como “Brahma número 1” e “A volta do Baixinho da Kaiser”. Segundo a Abramark, também idealizou o evento “É Tempo de Brasil”, realizado no Museu do Louvre, na França, durante a Copa do Mundo de 1998.

Na política, o publicitário atuou na consultoria estratégica da campanha presidencial de Álvaro Dias em 2018. O então candidato terminou a disputa com pouco mais de 859 mil votos, o equivalente a 0,80% do total.

Flávio Bolsonaro é uma figura emblemática na extrema direita, devido a sua associação com Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidência.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A indicação foi feita por Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha. Dentro do próprio entorno do senador, porém, o nome já enfrenta resistência.

A troca ocorre no momento em que Flávio Bolsonaro tenta conter o desgaste gerado pelas mensagens e áudios revelados pelo Intercept. As conversas mostram negociação de R$ 134 milhões com Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.

Segundo Thiago Miranda, dono da agência que intermediou os contatos entre o banqueiro e a família Bolsonaro, R$ 61 milhões foram pagos, metade do valor combinado. Flávio Bolsonaro admitiu ter negociado com Vorcaro, mas afirma que não ofereceu vantagens em troca do financiamento e diz que o recurso era “dinheiro privado”.

Relembre propagandas de responsabilidade de Fischer:

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