Saiba mais sobre Huck, o pastor-belga que descobriu 48 toneladas de maconha em bunker na Maré

Expresso Rio
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Saiba mais sobre Huck, o pastor-belga que descobriu 48 toneladas de maconha em bunker na Maré

O nome dele éHuck. Aos 5 anos, o pastor-belga-malinois treinado pelo Batalhão de Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar do Rio ganhou protagonismo após ser responsável por localizar um bunker subterrâneo usado para esconder drogas na comunidade da Nova Holanda, no Complexo da Maré. A apreensão em si já repercutiu, mas o trabalho do animal colocou em evidência a atuação dos cães farejadores nas operações policiais.

Huck nasceu e foi treinado dentro do próprio BAC, unidade especializada da PM que atua em missões de alto risco, principalmente no combate ao tráfico de drogas e armas, informa o g1.

Treinamento desde filhote e faro de precisão

Huck faz parte de uma linhagem conhecida pela disciplina, inteligência e alta capacidade olfativa. A raça pastor-belga-malinois é amplamente utilizada por forças de segurança em todo o mundo justamente por essas características.

Desde filhote, o cão passou por um treinamento rigoroso voltado para a identificação de odores específicos, como entorpecentes e explosivos. Esse preparo permite que ele atue em ambientes complexos, mesmo quando o material está escondido sob concreto, terra ou água.

De acordo com o comando do BAC, o diferencial de Huck está na insistência ao sinalizar um alvo. Foi esse comportamento que chamou a atenção dos policiais durante a operação na Maré, levando à descoberta de um esconderijo que não estava no radar inicial da ação.

Atuação em campo exige disciplina e parceria

Cães como Huck trabalham sempre acompanhados de um condutor, formando uma dupla que precisa estar em sintonia. O sucesso da atuação depende tanto do treinamento do animal quanto da capacidade do policial de interpretar seus sinais.

No caso da operação que o tornou conhecido, Huck indicou repetidamente um ponto específico dentro de um galpão aparentemente comum. A insistência levou os agentes a aprofundarem a busca, o que resultou na localização de uma estrutura escondida sob uma cisterna concretada.

A precisão do faro foi determinante para revelar o bunker, evidenciando a importância desses animais em operações onde a inteligência policial, sozinha, pode não ser suficiente para identificar esconderijos sofisticados.

Elite canina no combate ao crime

O BAC mantém um efetivo de cães treinados para diferentes tipos de missões, incluindo faro de drogas, armas, explosivos e até busca e resgate. Huck integra esse grupo considerado de elite dentro da corporação.

O uso de cães farejadores tem se mostrado uma das ferramentas mais eficazes no enfrentamento ao tráfico, principalmente em áreas urbanas densas, onde criminosos investem em esconderijos cada vez mais elaborados.

Além da capacidade técnica, os cães também são preparados para atuar sob pressão, em ambientes com barulho de tiros, movimentação intensa e presença de múltiplos estímulos.

Reconhecimento e importância estratégica

A atuação de Huck reforça o papel estratégico dos cães nas operações policiais. Mais do que coadjuvantes, eles frequentemente são responsáveis por descobertas que mudam o rumo de uma ação.

Embora não recebam condecorações formais como policiais humanos, cães como Huck são valorizados dentro da corporação e tratados como parte essencial das equipes.

O episódio na Maré colocou o pastor-belga no centro das atenções, mas, nos bastidores, seu trabalho representa a rotina silenciosa de uma tropa treinada para farejar o que olhos humanos muitas vezes não conseguem ver.

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