Rioprevidência investimentos suspeitos levam à exoneração

Expresso Rio
2 min de leitura
Imagem: Reprodução

Rioprevidência investimentos suspeitos motivaram a exoneração do então presidente do fundo previdenciário do Estado do Rio de Janeiro, Nicholas Cardoso, nesta segunda-feira (13). A decisão foi tomada pelo governador em exercício, Ricardo Couto de Castro, após recomendação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, conforme informações oficiais.

De acordo com apuração, a mudança ocorre após a identificação de aplicações financeiras que somam cerca de R$ 118 milhões em fundos administrados por instituições que não estariam devidamente cadastradas. O caso passou a ser acompanhado por órgãos de controle e ainda está em fase de análise, sem conclusão definitiva sobre eventuais irregularidades.

Segundo informações, o pedido de exoneração foi formalizado pelo Ministério Público após análise preliminar dos investimentos. As aplicações consideradas atípicas teriam acendido alerta sobre a governança e os critérios adotados na gestão dos recursos públicos.

As investigações apontam que os valores foram direcionados a três fundos específicos, o que ampliou a preocupação quanto à segurança e conformidade das operações. Até o momento, não há confirmação oficial de ilegalidade, e o caso segue sob apuração.

Nicholas Cardoso ocupava a presidência do Rioprevidência de forma interina, após o afastamento de Deivis Antunes em uma operação da Polícia Federal. Antes disso, Cardoso atuava diretamente na diretoria de investimentos, área responsável pelas aplicações agora questionadas.

Conforme apuração, parte das movimentações sob análise teria ocorrido durante sua gestão nesse setor, o que intensificou a repercussão e a necessidade de esclarecimentos por parte das autoridades.

Para o cargo, foi nomeado o procurador do Estado Felipe Derbli de Carvalho Baptista, com mais de 20 anos de atuação na área jurídica. Ele possui formação acadêmica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pela London School of Economics.

O novo presidente assume com o desafio de revisar procedimentos internos, responder aos questionamentos dos órgãos fiscalizadores e reforçar a transparência na gestão dos recursos previdenciários estaduais.

Partilhar este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *