O Pix manteve sua posição como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil no segundo semestre de 2025. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil, o sistema respondeu por 54,7% de todas as transações realizadas no período.
As informações fazem parte das Estatísticas de Pagamentos de Varejo, publicadas nesta terça-feira (7). No total, foram registradas 78,4 bilhões de transações, movimentando R$ 68,2 trilhões na economia brasileira.
Na comparação com o mesmo período de 2024, houve crescimento de 12,9% na quantidade de operações e de 14,1% no volume financeiro transacionado, evidenciando a expansão contínua dos meios digitais de pagamento.
Crescimento do Pix impulsiona avanço do setor
O avanço do Pix foi o principal fator por trás do aumento no número de transações. Segundo o Banco Central, o sistema teve alta de 24,3% em relação ao segundo semestre do ano anterior.
Ao todo, foram realizadas 42,9 bilhões de operações via Pix no período, consolidando o modelo como o preferido dos brasileiros pela praticidade e rapidez nas transferências.
Enquanto isso, os cartões de pagamento — incluindo crédito, débito e pré-pago — também apresentaram desempenho positivo, embora em ritmo menor.
Cartões representam 30,4% das transações no país
Os cartões responderam por 30,4% do total de transações no segundo semestre de 2025, somando 23,8 bilhões de operações.
Entre as modalidades, o cartão de crédito registrou crescimento de 9,4%, seguido pelo pré-pago, com alta de 2,2%. Já o débito apresentou leve queda de 0,2%, mantendo-se praticamente estável no período.
Mesmo com a expansão, o segmento segue distante do volume alcançado pelo Pix, que amplia sua vantagem como principal meio de pagamento no país.
Críticas internacionais ao sistema brasileiro
O crescimento do Pix também gerou repercussão internacional. Recentemente, o sistema foi alvo de críticas do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump.
Um relatório da Casa Branca apontou preocupações de empresas americanas do setor financeiro, como Visa e Mastercard.
Segundo o documento, há receio de que o Banco Central favoreça o Pix em detrimento de fornecedores estrangeiros de serviços de pagamento eletrônico. O relatório também menciona a obrigatoriedade de adesão ao sistema por instituições financeiras com mais de 500 mil contas.
Apesar das críticas, o Pix segue em expansão e consolidado como peça central no sistema financeiro brasileiro.


