PF não encontra provas contra Bolsonaro após reabertura do inquérito

Expresso Rio
2 min de leitura
Imagem: Reprodução

PF não encontra provas contra Bolsonaro e reafirma, em relatório atualizado enviado ao Supremo Tribunal Federal, que não há elementos suficientes para responsabilizar criminalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta interferência na corporação.

A nova análise foi realizada após determinação do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou a reavaliação do caso. Mesmo sob o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a Polícia Federal manteve o entendimento anterior: não há provas de crime.

O inquérito teve origem em 2020, após acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que alegou tentativa de interferência política na PF.

Segundo o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, responsável pelo relatório complementar, as diligências realizadas não revelaram qualquer evidência que justificasse responsabilização penal.

“O inquérito apurou objeto específico que […] não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, destacou no documento.

Um dos pontos centrais do relatório foi a ausência de conexão com outras investigações em andamento, incluindo o chamado inquérito das fake news.

A PF chegou a solicitar informações adicionais ao STF, mas, segundo Moraes, não havia elementos que corroborassem a tese de interferência dentro desses autos.

O documento ainda ressalta que, caso novas evidências surjam em outros processos, elas deverão ser analisadas separadamente.

Com a entrega do relatório, o processo segue agora para avaliação da Procuradoria-Geral da República, sob responsabilidade de Paulo Gonet.

Ele poderá:

  • Solicitar novas diligências
  • Ou pedir o arquivamento definitivo

A tendência segue a linha já adotada anteriormente pelo ex-procurador Augusto Aras.

A conclusão de que a PF não encontra provas contra Bolsonaro fortalece a posição jurídica do ex-presidente, já que a própria corporação, mesmo após mudança de governo, não identificou elementos para sustentar acusações.

O desfecho final agora depende da decisão da PGR, que poderá encerrar de vez o caso ou determinar novos desdobramentos.

Partilhar este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *