Entre os temas, golpes virtuais, cyberbullying e proteção de dados pessoais, já que muitos jovens não sabem identificar situações de risco na internet, como fraudes, mensagens suspeitas ou exposição excessiva de informações
A tecnologia faz parte do dia a dia dos jovens, que estão cada vez mais conectados à internet. Diante desta realidade, a Secretaria de Segurança e Ordem Pública está realizando ciclo de palestras sobre crimes cibernéticos. Nesta quarta-feira (29), a equipe da pasta vai estar na Escola Municipal Arnaldo Rosa Vianna, no Parque Aurora.
A ação, que se estende até quinta-feira (29) e teve início na segunda-feira (27), é direcionada a estudantes do 6º ao 9º ano e tem como objetivo conscientizar crianças e adolescentes sobre os riscos do ambiente digital e a importância de prevenir delitos como fraudes, invasões de dispositivos e assédio online.
Em linguagem acessível à faixa etária, alguns dos temas são abordados, como o compartilhamento responsável de informações pessoais, a identificação de tentativas de golpe (phishing), o cyberbullying e as consequências legais para quem pratica ou sofre esse tipo de violência.
“Muitos jovens já nasceram imersos na tecnologia, mas nem sempre compreendem os perigos que a internet pode trazer. Falar sobre crimes cibernéticos com eles é tão essencial quanto ensinar a atravessar a rua ou não falar com estranhos”, destacou o secretário de Segurança e Ordem Pública, Rodrigo Ibiapina.
O objetivo é trabalhar a conscientização sobre o tema, contribuindo para a formação de usuários mais responsáveis e atentos. Ao aprenderem a proteger seus dados e a respeitar os outros no ambiente digital, os alunos passam a utilizar a internet de forma mais segura e consciente. Além de escolas da rede municipal de ensino, a Ordem Pública também promove palestras em escolas particulares. A iniciativa já atingiu cerca de 600 estudantes.
Segundo dados recentes de órgãos de segurança, reportagens de crimes cibernéticos cometidos contra crianças e adolescentes cresceram mais de 30% nos últimos dois anos na região. Entre os casos mais comuns estão a divulgação não autorizada de imagens íntimas, o aliciamento por meio de perfis falsos e a clonagem de contas para aplicação de golpes financeiros contra familiares.
