Negligência médica Hospital Adão Pereira Nunes é alvo de denúncia após um paciente enfrentar uma sequência de complicações durante internação prolongada, incluindo infecção, múltiplas cirurgias e, segundo relatos, falta de assistência adequada na unidade de saúde.
De acordo com informações encaminhadas à reportagem, o paciente deu entrada no Hospital Adão Pereira Nunes no dia 6 do mês passado com quadro de obstrução intestinal, sendo submetido a uma cirurgia de urgência para colostomia. Ao longo de mais de um mês internado, o quadro clínico evoluiu com intercorrências, incluindo infecção bacteriana, necessidade de novas intervenções cirúrgicas e diagnóstico posterior de neoplasia intestinal.

Segundo o relato, após a primeira cirurgia, o paciente teria desenvolvido uma infecção que comprometeu o procedimento inicial, exigindo uma nova operação para reposicionamento do estoma. Posteriormente, foi realizada uma terceira cirurgia para retirada de um tumor intestinal.
Ainda conforme a denúncia, mesmo com sinais de infecção ativa como secreção purulenta, abertura de pontos e indícios de necrose o paciente recebeu alta hospitalar em duas ocasiões. A orientação, segundo a família, era retornar caso houvesse agravamento, o que de fato ocorreu dias depois.

De acordo com a apuração, ao retornar à unidade no último fim de semana, o paciente teria permanecido por mais de 24 horas no corredor do hospital, sem acesso a medicação essencial, como antibióticos e analgésicos.
Ainda segundo informações, não houve avaliação médica adequada durante esse período, nem acompanhamento contínuo da equipe de enfermagem. A ferida cirúrgica permaneceria aberta, com sinais de infecção, enquanto a bolsa de colostomia não teria recebido manejo adequado.
Entre os dias 6 e 9 deste mês, teriam sido realizadas tentativas de sutura da ferida, mesmo diante de indícios de ausência de cicatrização eficaz. Não há confirmação oficial sobre alternativas terapêuticas adotadas ou investigação aprofundada das causas clínicas.
As informações apontam que o paciente segue internado em estado delicado, com risco de agravamento da infecção, podendo evoluir para complicações mais graves, como sepse. Até o momento, não há posicionamento oficial detalhado da unidade de saúde sobre o caso.
Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que, em situações de infecção ativa, protocolos clínicos exigem acompanhamento rigoroso e reavaliação constante do paciente antes de qualquer decisão de alta.
Diante do caso, familiares solicitam a atuação das autoridades competentes para apuração dos fatos e eventual responsabilização, caso irregularidades sejam confirmadas.
O espaço permanece aberto para manifestação da direção do hospital e dos órgãos de saúde envolvidos.
Casos envolvendo suspeitas de negligência médica em unidades públicas de saúde têm gerado preocupação crescente no estado do Rio de Janeiro, especialmente em situações que envolvem longos períodos de internação e complicações pós-cirúrgicas.


