A ex-deputada federal Carla Zambelli participou de um culto evangélico em Roma, na Itália, no domingo (12), onde agradeceu o apoio recebido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante o período em que esteve presa no país europeu. Emocionada, ela também afirmou que tem orado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
O evento foi promovido pelo grupo “Patriotas em Roma” e reuniu brasileiros residentes na capital italiana. Durante o discurso, Carla Zambelli afirmou que Flávio Bolsonaro foi um dos principais aliados políticos que permaneceram ao seu lado durante o período de detenção.
“Flávio Bolsonaro não se envergonhou nenhuma vez de defender minha liberdade, a justiça e o nosso país. Eu sou grata, porque ele fez perceber que eu não estava sozinha, que eu não tinha sido abandonada como os jornais diziam. Eu tinha pessoas que me respeitavam, torciam e oravam por mim”, declarou.
Agradecimento a parlamentares
A ex-parlamentar também agradeceu aos senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES), que viajaram à Itália para visitá-la quando estava presa no presídio de Rebibbia, em setembro do ano passado.
Durante a fala, Carla Zambelli afirmou que Flávio Bolsonaro enfrenta um momento difícil em sua pré-campanha presidencial e pediu orações pelo senador.
“Ele está atravessando um lugar espinhoso, e o Brasil depende desse caminho que ele está traçando”, disse.
A ex-deputada ainda afirmou que reza para que “Deus possa fazer um milagre no Brasil e na vida de cada uma dessas pessoas. Na vida dos presos do 8 de Janeiro e da vida do nosso presidente Bolsonaro”.
A gravação do discurso foi publicada nas redes sociais de Rita Zambelli, mãe da ex-deputada e pré-candidata à Câmara dos Deputados por São Paulo. Assista:
Situação judicial
Carla Zambelli permanece em liberdade na Itália .
Ela foi condenada pela Justiça brasileira em dois processos. No primeiro, recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão por ser apontada como autora intelectual da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). .
No segundo processo, a ex-deputada foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal após perseguir um homem armada, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A Justiça italiana também determinou que esse pedido de extradição seja reavaliado pelas instâncias inferiores antes de uma decisão definitiva.




