Mulher é agredida ao cantar louvores no Catete

Imagem: Reprodução/Redes sociais

Uma artista de rua de 62 anos foi vítima de agressão na tarde de quinta-feira (16), no Catete, Zona Sul do Rio de Janeiro, enquanto se apresentava com músicas religiosas em frente a um supermercado. O caso foi registrado como lesão corporal na Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 9ª DP (Catete).

Identificada como Fátima Candeias, a cantora relatou que a confusão começou quando um homem se aproximou reclamando do volume da apresentação, alegando que o som estaria incomodando frequentadores do local. Segundo ela, o próprio homem acionou a Guarda Municipal e, em seguida, deixou o ponto onde ocorreu o desentendimento.

De acordo com o relato, agentes da Guarda Municipal foram até o local, conversaram com a artista e não encontraram irregularidades na atividade, considerada permitida dentro das normas para apresentações em espaços públicos. Após a saída dos agentes, no entanto, a situação voltou a se agravar.

Fátima afirma que o mesmo homem retornou e retomou a discussão. Ao tentar evitar novo conflito, ela disse que não queria continuar a conversa. Nesse momento, segundo a artista, o suspeito segurou seu braço e a agrediu com um soco no rosto, atingindo a região do olho.

“A situação já estava resolvida com a Guarda Municipal, mas ele voltou a falar comigo. Eu disse que não queria conversar, e foi quando ele me agrediu”, contou.

Após o episódio, a vítima foi encaminhada para atendimento no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, onde passou por avaliação médica, incluindo atendimento com oftalmologista. Em seguida, realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

Segundo a Polícia Civil, o autor da agressão foi ouvido, e o caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), responsável por analisar ocorrências de menor potencial ofensivo.

Desabafo e crítica

No dia seguinte ao ocorrido, sexta-feira (17), Fátima publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece com o olho roxo e faz um desabafo sobre o episódio. Na gravação, ela demonstra indignação com o que considera um cenário crescente de violência e falta de respeito.

“Fico indignada como essas coisas acontecem. Não existe mais amor. Não existe mais respeito ao idoso, à mulher e, pior ainda, à mulher idosa, que é o meu caso e de tantas outras. Até quando vai ser assim? Se matam por qualquer coisa. Agridem por qualquer coisa. Intolerância total e geral, contra tudo e contra todos. Não se pode fazer mais nada, muito menos quando se trata da palavra de Deus”, declarou.

A artista também destacou sua trajetória nas ruas, onde atua há cerca de 15 anos, sendo mais de uma década dedicada à apresentação de louvores. Mesmo após a agressão, ela afirmou que pretende continuar cantando e cobrou medidas mais firmes por parte das autoridades diante de casos semelhantes.

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