Moraes vota por 1 ano em regime aberto para Eduardo Bolsonaro no STF; Veja

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Imagem: Reprodução/Redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro a um ano de detenção, em regime inicial aberto, por difamação contra a deputada Tabata Amaral. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e deve ser concluído até o próximo dia 28.

Relator do caso, Moraes foi o primeiro a apresentar voto e também propôs a aplicação de 39 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos. A decisão tem como base publicações feitas por Eduardo Bolsonaro nas redes sociais envolvendo um projeto de lei apresentado por Tabata Amaral, que tratava da distribuição de absorventes em locais públicos.

A deputada federal Tabata Amaral, do PSB de São Paulo • Reprodução

De acordo com o ministro, ficou caracterizado que o ex-parlamentar atribuiu à deputada um fato ofensivo à sua reputação ao sugerir que a proposta teria como finalidade “beneficiar ilicitamente terceiros”. Para Moraes, a manifestação não apenas extrapolou o debate político como atingiu diretamente a honra da parlamentar.

No voto, o relator afirma que há comprovação clara tanto da autoria quanto da materialidade do crime. Segundo ele, as declarações foram feitas de forma consciente e com potencial de causar danos à imagem de Tabata Amaral, tanto no campo público quanto no privado.

Imagem: Reprodução / Redes sociais

O ministro também destacou que Eduardo Bolsonaro reconheceu ser responsável pelas postagens e afirmou que costuma verificar as informações antes de divulgá-las, ainda que declare não confiar em agências tradicionais de checagem. Para Moraes, esse contexto reforça a intenção deliberada da conduta.

Outro ponto ressaltado foi o uso de estratégia para ampliar a repercussão das acusações, descrito no voto como um “meio ardil”, com o objetivo de afetar a reputação da deputada.

Na dosimetria da pena, Moraes fixou o regime aberto para o início do cumprimento. No entanto, apontou que não há possibilidade de substituição da pena por medidas restritivas de direitos, já que o ex-deputado estaria em “local incerto e não sabido”.

O julgamento segue em andamento no STF, com os demais ministros ainda devendo se manifestar no plenário virtual.

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