O ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, morreu após um ataque terrorista contra sua residência, em mais um episódio que aprofunda a crise de segurança no país africano.
Segundo o porta-voz do governo, Issa Ousmane Coulibaly, o ministro chegou a reagir à ofensiva.
“Ele trocou tiros com os agressores, foi ferido e levado ao hospital, onde infelizmente não resistiu”, informou o governo em pronunciamento oficial.
O ataque ocorreu na cidade de Kati, próxima à capital Bamako, região considerada estratégica para a junta militar que governa o país. Autoridades locais atribuíram a ação ao Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), grupo extremista afiliado à Al-Qaeda, responsável por uma série de ofensivas simultâneas em diferentes pontos do Mali.
De acordo com agências internacionais, a ação foi parte de uma das maiores ofensivas recentes contra alvos militares e governamentais no território malinês, atingindo cidades como Kati, Gao, Kidal e Bamako.
Escalada da violência
A morte de Camara representa um duro golpe para o governo militar do Mali, que já enfrenta forte pressão interna e internacional diante do avanço de grupos jihadistas na região do Sahel.
Sadio Camara era uma das figuras centrais do atual regime e ocupava papel estratégico na política de defesa e segurança nacional desde 2021.
Nos últimos anos, o país vive uma escalada de ataques terroristas, disputas com grupos separatistas e confrontos armados em áreas urbanas e rurais.
O Mali atravessa uma grave instabilidade política desde os golpes militares de 2020 e 2021. Desde então, a segurança nacional se tornou um dos principais desafios do governo.
A morte do ministro da Defesa amplia a tensão e pode gerar novos desdobramentos militares e políticos nos próximos dias.
Autoridades ainda não divulgaram um balanço completo de vítimas e danos causados pelos ataques coordenados.
