Médico ligado a Sandy espalha fake sobre flúor e QI infantil, contrariando estudos científicos

Pedro Andrade e Sandy - Imagem: Redes sociais

O médico Pedro Andrade, nutrólogo e endocrinologista que mantém relacionamento com a cantora Sandy, passou a ser alvo de críticas após compartilhar informações falsas sobre os efeitos do flúor na inteligência infantil. A publicação, feita em redes sociais, repercutiu negativamente ao reproduzir uma alegação já desmentida por estudos científicos.

Andrade divulgou a afirmação de que crianças expostas ao flúor poderiam apresentar redução no QI. A teoria, sem comprovação científica, foi popularizada por Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos e conhecido por posicionamentos antivacina. A declaração, no entanto, contraria pesquisas de longa duração conduzidas por instituições acadêmicas.

Um dos principais estudos sobre o tema foi publicado na revista Science Advances e analisou dados ao longo de décadas. A pesquisa concluiu que não existem evidências de que o flúor, quando utilizado dentro dos níveis recomendados na água potável, cause prejuízos cognitivos em crianças. Pelo contrário, os resultados reforçam a segurança da fluoretação como medida de saúde pública.

O levantamento foi liderado por especialistas norte-americanos, entre eles o sociólogo John Robert Warren, da Universidade de Minnesota. Segundo ele, os dados analisados ao longo do tempo são consistentes ao indicar que a exposição ao flúor nas condições adequadas não afeta negativamente o desenvolvimento intelectual infantil.

A pediatra Susan Fisher-Owens, da Universidade da Califórnia em São Francisco, também destacou a relevância do estudo. Para ela, a pesquisa amplia um conjunto robusto de evidências científicas que sustentam a segurança e os benefícios da fluoretação da água, considerada uma das intervenções mais eficazes na prevenção de problemas bucais.

Além da polêmica recente, Pedro Andrade já esteve associado a outros profissionais da saúde alinhados a discursos controversos. Alguns desses nomes participaram da divulgação de cursos que prometiam “detox de vacina” e defenderam tratamentos precoces sem eficácia comprovada, especialmente durante a pandemia de COVID-19 práticas amplamente criticadas pela comunidade científica.

A repercussão reacende o debate sobre a responsabilidade de profissionais da saúde na disseminação de informações, sobretudo em temas sensíveis que impactam diretamente políticas públicas e a confiança da população em medidas sanitárias.

Postagem de Pedro Andrade com mentira sobre flúor
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