O Irã negou neste sábado (11) a presença de navios da Marinha dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, aumentando a tensão em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
A declaração foi divulgada pela mídia estatal iraniana, que contestou informações do Comando Central dos EUA sobre operações na região. Segundo Teerã, a autorização para qualquer embarcação atravessar o estreito depende exclusivamente das forças armadas iranianas.
Já os Estados Unidos afirmam que iniciaram uma missão para detectar e remover possíveis minas navais no local. A operação inclui o uso de drones subaquáticos e o envio de navios de guerra para garantir a segurança da navegação.
Entre as embarcações envolvidas estão o USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy, que já estariam atuando no Golfo Árabe. O objetivo, segundo o comando militar americano, é criar um corredor seguro para o comércio internacional.
O almirante Brad Cooper destacou que a prioridade é assegurar o fluxo de navios mercantes sem riscos. A medida ocorre após a identificação de ameaças atribuídas à Guarda Revolucionária do Irã.
A importância do Estreito de Ormuz vai além do conflito regional. Cerca de 20% de todo o petróleo mundial passa pela rota, o que torna qualquer instabilidade um fator de impacto direto nos preços globais de energia.
Nos últimos dias, o cenário ficou ainda mais sensível após um cessar-fogo temporário mediado pelos EUA. Apesar da reabertura inicial da passagem, novos episódios de tensão no Oriente Médio levaram o Irã a restringir novamente o tráfego.
Mesmo diante do impasse, dois superpetroleiros chineses conseguiram cruzar o estreito neste sábado, sinalizando que o fluxo comercial ainda tenta se manter ativo.
Especialistas apontam que o Irã possui diferentes tipos de minas navais, incluindo modelos avançados capazes de atingir embarcações a partir do fundo do mar. Ainda assim, a capacidade de uso em larga escala é considerada limitada.
Com interesses globais em jogo, qualquer novo movimento no Estreito de Ormuz pode provocar efeitos imediatos na economia mundial.


