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Rio de Janeiro

Flávio sai em defesa de Valdemar e acusa PF de perseguir adversários de Lula

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, nesta sexta-feira (10), após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do dirigente. Pré-candidato à presidência, Flávio acusou a Polícia Federal de atuar de forma seletiva para perseguir adversários do presidente Lula (PT).

Em publicação nas redes sociais, Flávio classificou como “natural” que Valdemar, sendo presidente da legenda, dialogue e atue politicamente junto a deputados federais, especialmente os integrantes do próprio PL. Ele afirmou ainda que o líder saberá responder aos questionamentos levantados na investigação.

“Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar”, escreveu.

A manifestação ocorreu depois de Dino suspender a execução de emendas parlamentares que, segundo a PF, teriam sido indicadas irregularmente sob influência de Valdemar, mesmo sem ele exercer mandato.

PF aponta atuação paralela na Câmara

A investigação da Polícia Federal aponta que Valdemar teria participado dos possíveis direcionamentos de ao menos 21 emendas parlamentares que somam R$ 119,2 milhões. Segundo os investigadores, o presidente do PL teria contado com o auxílio de servidores da Câmara dos Deputados para organizar e distribuir as indicações.

A PF sustenta que nomes de deputados teriam sido registrados como solicitantes formais para dar aparência de legalidade a indicações que, na prática, seguiriam orientações de Valdemar.

Com base na investigação, Dino determinou o bloqueio de bens do dirigente partidário e a paralisação de qualquer empenho, liquidação ou pagamento relacionado às emendas sob suspeita. O ministro também deu prazo de 10 dias para que a Câmara envie os documentos de tramitação dos recursos investigados.

A defesa de Valdemar contestou a decisão e afirmou que irá recorrer. Os advogados negaram que ele tenha cometido qualquer crime e classificaram o caso como uma tentativa de criminalizar sua atuação político-partidária. Ainda de acordo com os advogados, é legítimo que presidentes de partidos conversem com parlamentares, defendam prioridades políticas e influenciem as respectivas bancadas.

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