Autoridades da Alemanha confirmaram o abate de 2.927 javalis ao longo de 2025 após a identificação de níveis elevados de césio-137, substância radioativa acima do limite permitido para consumo humano. Por causa da contaminação, toda a carne desses animais foi considerada imprópria para comercialização.
O controle da população desses animais tem sido incentivado pelo governo local como medida de segurança alimentar e ambiental. Para estimular a caça, foi estabelecido um pagamento direto aos caçadores: € 204 por cada javali adulto abatido e € 102 por filhotes. A iniciativa busca reduzir riscos à saúde pública e impedir que a carne contaminada chegue ao mercado.
De acordo com veículos da imprensa alemã, a presença de radiação em determinadas regiões do país está ligada às consequências do desastre nuclear ocorrido em Chernobyl, em 1986. Mesmo após décadas, o impacto ainda é perceptível no solo europeu.
O principal responsável pela contaminação é o césio-137, um elemento radioativo com meia-vida aproximada de 30 anos. Isso significa que ele permanece ativo por longos períodos no ambiente, podendo ser absorvido pela vegetação e, posteriormente, ingerido por animais silvestres.
Os javalis são particularmente afetados porque se alimentam diretamente do solo, onde podem consumir fungos, raízes e outros organismos que acumulam a substância. Esse processo facilita a entrada do material radioativo na cadeia alimentar, tornando a carne desses animais inadequada para consumo humano.
O caso reforça que, mesmo décadas após acidentes nucleares, os efeitos ambientais ainda persistem e continuam influenciando a fauna e a segurança alimentar em diferentes regiões da Europa.
