Crise bolsonarista expõe racha após fala de Nikolas; Constantino cobra Flávio e alerta para perda de controle da militância.

Rodrigo Constantino e Flávio Bolsonaro, em entrevista de 2016. Foto: Reprodução

A crise bolsonarista ganhou novos contornos nesta sexta-feira (24) após o comentarista Rodrigo Constantino se manifestar publicamente sobre o embate envolvendo Nikolas Ferreira e integrantes do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma mensagem direcionada ao senador Flávio Bolsonaro, Constantino afirmou que o parlamentar precisará adotar uma postura mais firme diante da militância que tem intensificado conflitos internos.

O comentarista avaliou que o pedido de pacificação feito por Flávio não deve ser suficiente para conter os ataques e divisões dentro do próprio campo conservador. Segundo ele, o grupo responsável por críticas e pressões contra aliados bolsonaristas não reconhece a liderança do senador, o que tende a ampliar o desgaste político caso não haja uma reação mais incisiva.

Na mensagem, Constantino foi direto ao apontar o risco de isolamento político. “Você terá de ser mais firme e direto com essa patota, ou vai afastar mais e mais gente”, escreveu. Ele também destacou um sentimento crescente de insatisfação entre nomes da direita, afirmando que há um cansaço generalizado com os conflitos internos e o chamado “fogo amigo”.

Além disso, o comentarista atribuiu parte da força desse núcleo de militância digital à atuação de familiares de Flávio. Em sua análise, esse grupo ganhou espaço e respaldo, o que contribuiu para o ambiente de pressão e patrulhamento que veio à tona após as declarações de Nikolas Ferreira. “Eles não vão atender seu pedido pois não te respeitam, e infelizmente seus irmãos deram moral para essa turma”, afirmou.

Para Constantino, o senador precisará deixar claro que esse segmento não representa sua posição nem a de Jair Bolsonaro. A cobrança pública amplia a exposição do racha dentro do bolsonarismo, que teve início com o desabafo de Nikolas sobre perseguições internas e agora se intensifica com manifestações de figuras influentes do mesmo campo político.

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