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Campos dos Goytacazes

Campos recebe IV Congresso Brasileiro de Paleografia e Diplomática

Por 3 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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Campos dos Goytacazes recebeu, nesta terça-feira (18), o IV Congresso Brasileiro de Paleografia e Diplomática, encontro que reúne pesquisadores, professores, arquivistas, bibliotecários, estudantes e profissionais de diferentes regiões do Brasil e do exterior. A programação marca o retorno do congresso ao município onde a primeira edição foi realizada, em 2011, após mais de uma década sem novas edições do evento.

Com o tema “Desafios da Paleografia e da Diplomática na contemporaneidade”, o congresso segue até esta quarta-feira (19), em formato híbrido, com palestras, minicursos e apresentações de trabalhos relacionados à Paleografia, Diplomática, História dos Documentos, Arquivologia e áreas correlatas. Segundo a organização, foram registradas cerca de 400 inscrições, sendo 204 participantes presenciais.

A abertura contou com representantes do Arquivo Nacional, da Associação dos Arquivistas do Estado do Rio de Janeiro (AAERJ), do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) e de diferentes setores da Prefeitura de Campos. Representando o prefeito Frederico Paes, o assessor especial de Governança Estratégica, Sérgio Cunha, destacou a importância da integração entre as instituições para a realização do evento e ressaltou o papel do patrimônio histórico do município.

A diretora do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, Rafaela Machado, afirmou que o retorno do congresso, 15 anos depois da primeira edição, permite apresentar a pesquisadores de diferentes localidades o trabalho de preservação documental e a produção de conhecimento desenvolvida em Campos. Para ela, a presença de profissionais de várias regiões reforça a importância da área e do próprio arquivo municipal.

Durante a programação, especialistas também destacaram o papel da Paleografia na preservação e interpretação de documentos históricos. Alícia Duha Lóse, chefe do Serviço de Paleografia do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, ressaltou que encontros presenciais favorecem a troca de experiências entre profissionais de diferentes gerações e formações.

Um dos idealizadores da primeira edição, o professor de Paleografia e diretor de Relações Institucionais do Arquivo Nacional, Marcelo Siqueira, classificou o retorno do congresso a Campos como um momento histórico. Segundo ele, a proposta do encontro desde sua criação é fortalecer o reconhecimento dos profissionais que trabalham com documentos antigos e ampliar a compreensão sobre a importância da Paleografia para o tratamento de arquivos e preservação da memória.

A presidente da FCJOL, Patrícia Cordeiro, também destacou o papel do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho na conservação de documentos relacionados à história de Campos e da região. Para a presidente, a realização do congresso reforça a importância da preservação documental em um período marcado também pelo avanço de novas tecnologias, como a inteligência artificial.

O IV Congresso Brasileiro de Paleografia e Diplomática é realizado por meio de parceria entre o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, Arquivo Nacional e Associação dos Arquivistas do Estado do Rio de Janeiro (AAERJ), com financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). As atividades também são transmitidas e gravadas, ampliando o acesso de pesquisadores e estudantes que acompanham o evento de forma remota.

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