Aos 73 anos, Bell Marques segue desafiando o tempo com energia de sobra. O cantor, conhecido por sua trajetória à frente do Chiclete com Banana, mantém uma rotina intensa de exercícios físicos, participa de corridas de rua e ainda comanda shows após completar os percursos. Para ele, a idade não representa um obstáculo e a aposentadoria está longe de ser considerada.
Figura marcante por seu estilo inconfundível, Bell também chama atenção pelo uso constante de bandanas. O acessório, que se tornou símbolo de sua identidade artística, vai além da estética. Segundo o próprio cantor, a escolha das cores depende até do clima do dia: tons mais claros para dias ensolarados e estampas mais carregadas quando o céu está fechado. Mais do que uma marca registrada, ele afirma que o item carrega um significado especial.
“Uso quase como uma proteção espiritual. Foi quando comecei a usar bandana que minha vida melhorou. E baiano gosta de superstição”, contou, em tom descontraído.
O artista levou esse estilo também para um novo projeto: um circuito de corridas de rua que une esporte e música. No Aterro do Flamengo, ele participou de mais uma etapa da iniciativa, que já tem outras datas confirmadas pelo país. A programação inclui provas de 5 km e 10 km, seguidas de apresentações musicais comandadas por ele e pelos filhos, Rafa e Pipo Marques.
Mesmo com a agenda cheia, Bell mantém disciplina. Ele costuma correr 5 km em cerca de 25 minutos, mas admite que o tempo pode variar por um motivo especial: o contato com o público. Durante o trajeto, ele para para fotos e interações, transformando a corrida em uma experiência coletiva.
A relação com o esporte não é recente. Além das corridas, o cantor investe em musculação e na prática de tênis, atividades que ajudam a sustentar o ritmo intenso que mantém há décadas, especialmente no carnaval baiano, onde passa horas seguidas em cima do trio elétrico animando multidões.
Segundo Bell, o preparo físico é essencial para garantir a performance. Ele explica que desenvolveu uma consciência corporal que o ajuda a identificar sinais de cansaço antes que eles afetem sua voz ou presença no palco. “Se as pernas começam a falhar, minha cabeça entende que estou cansado, e isso reflete na voz. Então treino para evitar esse ponto”, detalhou.
Mesmo com mais de 40 anos de carreira, o cantor não cogita diminuir o ritmo. Pelo contrário, ele se inspira em artistas que seguem ativos mesmo após os 80 anos e acredita que pode trilhar o mesmo caminho. Para Bell, a música continua sendo o centro de tudo, enquanto os projetos paralelos surgem como extensões naturais de sua energia.
“Não penso em parar. A música é meu negócio principal. A idade pode até me fazer correr mais devagar, mas não vai me impedir de continuar”, afirmou.
