A Fifa deve permitir que a Argentina volte a exibir a faixa com a frase “Las Malvinas son Argentinas” (“As Malvinas são argentinas”) na final da Copa do Mundo de 2026, mesmo depois de uma análise disciplinar sobre o episódio ocorrido na semifinal contra a Inglaterra.
Depois da vitória sobre os ingleses, jogadores argentinos comemoraram segurando a faixa, reacendendo a disputa diplomática entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos). A manifestação gerou críticas e levou a Fifa a anunciar que avaliaria o caso.
Um porta-voz da entidade informou que o Comitê Disciplinar independente está avaliando os relatórios da partida e decidirá posteriormente se haverá alguma punição.
Mas, segundo o jornalista Kaveh Solhekol, da Sky Sports, a entidade optou por adiar qualquer decisão até depois da final contra a Espanha. Ainda de acordo com ele, nenhum jogador argentino foi suspenso e integrantes da delegação receberam sinais de que poderiam voltar a exibir a faixa caso conquistem o título.
Na sexta-feira (17), o diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, defendeu a manifestação dos jogadores argentinos ao citar a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante direitos fundamentais como a liberdade de expressão.
“Nós acreditamos nos direitos garantidos pela Primeira Emenda aqui nos Estados Unidos da América. E, quanto à capacidade e à oportunidade de fazer esse tipo de manifestação, eles têm esse direito nos Estados Unidos da América”, afirmou Giuliani durante entrevista coletiva.
A postura contrasta com a adotada pela Fifa em relação ao Haiti durante esta Copa do Mundo.
Dias antes da estreia da seleção haitiana, a entidade proibiu o uso da camisa oficial preparada para o torneio. O motivo foi uma pequena ilustração próxima na camisa, que retratava combatentes erguendo a bandeira do Haiti em referência à Batalha de Vertières, confronto de 1803 que consolidou a independência do país.
A Fifa entendeu que a imagem poderia ser interpretada como uma manifestação política, contrariando seu regulamento sobre equipamentos, e determinou sua retirada.
A fabricante colombiana Saeta contestou a decisão, afirmando que o desenho não tinha caráter político, mas representava uma homenagem histórica aos homens e mulheres que construíram o Haiti.
🇬🇧🇺🇸🇦🇷 Argentina players waved a “Malvinas are Argentine” banner right after beating England in the semifinal, and the UK called it inappropriate and wants FIFA to investigate for breaking political messaging rules.
Andrew Giuliani (U.S. World Cup task force) said the players…
— Mario Nawfal (@MarioNawfal) July 17, 2026




