Crise total: Irã rompe com EUA após apreensão de navio e ameaça retaliação

Expresso Rio
Imagem: Reprodução

A tensão diplomática entre Teerã e Washington atingiu um ponto de ruptura nesta segunda-feira (20). O governo do Irã anunciou oficialmente que não haverá uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos. O anúncio ocorre após a captura de um cargueiro iraniano pelas forças americanas, o que o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, classificou como uma “violação clara do cessar-fogo”.

Em um discurso duro, Baqaei acusou a gestão de Donald Trump de minar qualquer possibilidade de via diplomática através de agressões militares no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais sensíveis do planeta.

O estopim: A captura do M/V Touska

O agravamento da crise foi selado pela confirmação do presidente Donald Trump de que o navio cargueiro M/V Touska está sob custódia norte-americana. Segundo a Casa Branca, a embarcação foi interceptada por violar sanções internacionais e estar envolvida em “atividades ilegais” recorrentes.

Para o regime iraniano, a ação é vista como um ato de pirataria e uma provocação direta. As conversas, que vinham sendo mediadas pelo Paquistão, foram suspensas por tempo indeterminado.

Alerta de Guerra

A retórica de guerra ganhou força com as declarações de Baqaei, que afirmou que as Forças Armadas iranianas estão em “alerta máximo”. O porta-voz enviou um recado direto aos EUA e a Israel (referido como “entidade sionista”), alertando que qualquer “nova aventura” militar será respondida com defesa imediata. O Irã reforçou que não aceitará ultimatos enquanto Washington mantiver o bloqueio e a apreensão de seus ativos marítimos.

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