O Psol decidiu não lançar candidatura própria à presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e confirmou apoio ao deputado Vitor Júnior (PDT) na eleição marcada para esta sexta-feira (17). A decisão foi tomada durante reunião da bancada realizada na tarde desta quinta-feira (16), em meio a um cenário de incertezas políticas no estado.
O recuo do partido ocorre em um contexto de indefinições jurídicas envolvendo a sucessão no governo do Rio de Janeiro, tema que ainda aguarda análise do Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação interna da legenda, o ambiente político instável tem impacto direto sobre o processo eleitoral dentro do Legislativo fluminense.
Apesar de aderir à articulação política em torno de um nome, o Psol deixou claro que há desconforto com o momento escolhido para a eleição. A legenda manifestou críticas à realização do pleito neste cenário, mas optou por apoiar um candidato alinhado ao campo progressista como forma de fortalecer a construção de maioria no plenário da Casa.
A decisão representa uma inflexão na postura adotada dias antes. Na semana anterior, o partido trabalhava com a possibilidade de apresentar candidatura própria, buscando se posicionar como alternativa dentro da disputa. Com a mudança, o Psol passa a integrar um bloco mais amplo de oposição, priorizando a estratégia coletiva.
O reposicionamento também coincide com outro movimento político relevante. No mesmo dia, o partido optou por não assinar uma nota conjunta elaborada por siglas reunidas com o PSD. Paralelamente, aliados do ex-prefeito Eduardo Paes já haviam definido que, em caso de votação secreta, o apoio será direcionado a Vitor Júnior.
Por outro lado, caso o modelo adotado seja o voto aberto, há a possibilidade de esvaziamento do plenário como forma de protesto político, o que pode alterar o equilíbrio de forças no momento da decisão.
A eleição para a presidência da Alerj está prevista para ocorrer às 11h desta sexta-feira (17), cercada por disputas sobre o formato da votação e intensas articulações entre diferentes blocos políticos dentro da Assembleia.


