Become a member

Get the best offers and updates relating to Liberty Case News.

― Advertisement ―

spot_img

Roubo em Campus Universitário Termina em Prisão e Agressão

Um caso de roubo de bicicleta ocorreu em frente à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), localizada no Maracanã, Zona Norte do...
InícioCampos dos GoytacazesMédicos são capacitados para diagnosticar e tratar doenças comuns no campo

Médicos são capacitados para diagnosticar e tratar doenças comuns no campo

Profissionais médicos lotados em unidades de saúde da área rural de Campos e de São Francisco de Itabapoana se reuniram no auditório da Prefeitura de Campos, nessa segunda-feira (22), e participaram de uma capacitação para identificar, diagnosticar e tratar doenças na população rural provocadas no trabalho. Uma palestra foi ministrada pelo médico Pedro Coscarelli, da Divisão de Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.

A gerente de Vigilância do Programa de Atenção à Saúde do Trabalhador (Past), do município de Campos, Celeste Gomes, afirmou que o desafio é grande. “A Vigilância em Saúde do Trabalhador tem como missão garantir que o trabalho não adoeça quem trabalha. E na zona rural, o desafio é ainda maior, com o uso de agrotóxicos, exposição ao sol e operação de máquinas. O gargalo está no diagnóstico, porque 80% dos casos de acidente e intoxicação rural não são notificados”, alertou.

De acordo com Coscarelli, outro objetivo do curso é que, com os diagnósticos e tratamentos corretos, haja uma notificação para criação de políticas públicas. “Hoje em dia, e eu falo de Brasil, essa notificação não existe, principalmente dos agravos causados por uso do agrotóxico e, sem isso, não existe um mapeamento da relação causa e efeito e, automaticamente, não são criadas políticas públicas para sanar o problema”, afirma Coscarelli.

Ainda segundo ele, sem o diagnóstico específico, o paciente costuma ser tratado de acordo com os sintomas apresentados sem interferir na causa do problema de saúde. “O trabalhador procura a unidade apresentando problemas neurológicos, neuropsiquiátricos, gastrointestinais, entre outros, e são tratados assim. Mas o ideal é que ele passe por uma avaliação ocupacional para detectar que a causa desses sintomas tenha sido o agrotóxico, por exemplo”, pondera.

No entanto, apesar do diagnóstico correto, muitas doenças não terão completo tratamento. Mas Coscarelli afirma que ainda assim é o correto a se fazer para impedir a progressão da doença por exposição ao agrotóxico. “Além disso, conseguiremos chamar atenção para o uso racional dos agrotóxicos e enfatizar às proteções necessárias para minimizar os casos”, acrescentou.

Na prática, após a capacitação, será montado um Grupo de Trabalho (GT) nas áreas rurais para menção das notificações e suspeita diagnóstica para que o tema seja inserido na linha de cuidado de investigação com exames e outros recursos.

Essa foi a primeira capacitação para médicos nos últimos 13 anos sobre o tema. Outros profissionais de saúde, como enfermeiros, técnicos e auxiliares foram capacitados em 2026. Ela está sendo priorizada para que os impactos com o uso dos agrotóxicos na população não sejam mais subestimados.