A corrida presidencial de 2026 ganhou um novo capítulo, com as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro disputando o apoio de artistas e personalidades do mundo cultural. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, desempenha um papel fundamental na conexão do presidente Lula com a classe artística, aproveitando sua relação histórica com músicos e artistas da esquerda. Já o senador Flávio Bolsonaro busca fortalecer laços com o universo sertanejo, visando ampliar sua presença junto ao eleitorado do interior e do agronegócio.
As duas campanhas acreditam que o apoio de nomes conhecidos da música e da cultura pode aumentar a visibilidade dos candidatos, gerar engajamento nas redes sociais e ajudar na aproximação com segmentos do eleitorado que estão fora de suas bases mais tradicionais. Janja é vista como uma ponte importante entre o governo e a classe artística, tendo consolidado relações com músicos, artistas e produtores ao longo dos anos. Sua atuação ganhou destaque durante a campanha presidencial de 2022, quando ajudou a recriar um dos jingles mais emblemáticos de Lula e participou da articulação de ações culturais.
Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro concentra esforços em estabelecer laços com o universo sertanejo, que possui forte influência em regiões estratégicas do país. O cantor Gusttavo Lima é um dos nomes frequentemente associados ao entorno político da família Bolsonaro, e recentemente participou de um encontro com Flávio em uma homenagem ao cantor Zezé Di Camargo. A aproximação entre Flávio e o setor sertanejo também se reflete na comunicação eleitoral, com o jingle "Vem com Fé" incorporando referências musicais associadas ao gênero.
A estratégia de ambos os candidatos inclui explorar ações implementadas na área cultural durante a atual gestão, como a recriação do Ministério da Cultura e a execução de programas de incentivo por meio da Lei Paulo Gustavo. A campanha de Lula também pretende destacar a relação histórica do presidente com artistas, que deverá voltar a ocupar espaço na campanha. Em 2022, o presidente reeditou o tradicional jingle "Sem medo de ser feliz", originalmente lançado em 1989, com a participação de nomes como Chico Buarque e artistas da televisão.
A disputa por novos públicos é um objetivo comum entre as campanhas, que buscam ampliar sua presença entre eleitores independentes e reduzir a dependência das bases já consolidadas. A aproximação com artistas, músicos e influenciadores culturais é vista pelas campanhas como uma ferramenta para ampliar alcance, fortalecer narrativas e disputar atenção em um ambiente cada vez mais influenciado pelas redes sociais e pelo engajamento digital.
Fonte original: https://agendadopoder.com.br/do-sertanejo-a-mpb-lula-e-flavio-disputam-apoio-de-artistas-na-corrida-presidencial/

