Become a member

Get the best offers and updates relating to Liberty Case News.

― Advertisement ―

spot_img

Roubo em Campus Universitário Termina em Prisão e Agressão

Um caso de roubo de bicicleta ocorreu em frente à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), localizada no Maracanã, Zona Norte do...
InícioBrasilPF queria buscas no gabinete de Jaques Wagner, mas Mendonça barrou

PF queria buscas no gabinete de Jaques Wagner, mas Mendonça barrou

Expresso Rio
O senador Jaques Wagner. Foto: Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da Polícia Federal para realizar buscas no gabinete do senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. A solicitação havia sido apresentada no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18).

A decisão de Mendonça acompanhou a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou contra diligências dentro das dependências do Congresso Nacional. O órgão apontou possível interferência entre os Poderes caso a medida fosse autorizada.

Segundo a PGR, não havia demonstração de que a busca no Senado fosse indispensável neste momento da investigação. Para o órgão, eventuais diligências deveriam ficar restritas a endereços sem vínculo institucional com o Legislativo.

A manifestação da PGR citada na decisão aponta a “inadequação da realização de buscas no interior do Congresso Nacional, por representar indevida ingerência entre Poderes”. O órgão também afirmou que não ficou comprovada a “indispensabilidade no estágio atual das investigações, devendo eventual diligência restringir-se a endereços não institucionais”.

Ele concordou com o entendimento. “Os elementos indicam pertinência da busca em endereços pessoais, residenciais, empresariais e profissionais vinculados ao parlamentar, desde que não situados nas dependências do Senado Federal ou em eventual escritório de apoio do parlamentar alvo das medidas”, escreveu o ministro.

Expresso Rio
O ministro André Mendonça. Foto: Divulgação

A PGR também se posicionou contra a apreensão genérica de bens de alto valor. Na avaliação do órgão, esse tipo de medida seria prematuro, não teria relação direta com a finalidade probatória da operação e poderia representar restrição desproporcional a direitos fundamentais.

A ação da Polícia Federal incluiu buscas em um quarto de hotel utilizado por Jaques Wagner em Brasília. O senador é um dos alvos da operação que apura suspeitas relacionadas ao Banco Master e ao empresário Augusto Lima.

A decisão ocorre em meio a precedentes de tensão entre o Legislativo e o Judiciário sobre diligências policiais no Congresso. Em 2016, a Operação Métis teve como alvos assessores de gabinetes e agentes da Polícia do Senado, sob suspeita de uso de equipamentos para identificar ações policiais.

Na época, o então presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), reagiu à operação e chamou o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney Oliveira, de “juizeco”. O STF manteve as provas válidas e transferiu o caso para a Corte, mas a investigação acabou arquivada após parecer da PGR.

Em 2024, parlamentares também se mobilizaram para tentar restringir buscas dentro do Congresso sem aval prévio do Legislativo. A articulação ocorreu após ação da Polícia Federal contra o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e levou à apresentação de uma proposta de emenda à Constituição pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE).