Become a member

Get the best offers and updates relating to Liberty Case News.

― Advertisement ―

spot_img

Roubo em Campus Universitário Termina em Prisão e Agressão

Um caso de roubo de bicicleta ocorreu em frente à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), localizada no Maracanã, Zona Norte do...
InícioPolíticaEx-vereador alvo de operação, Ulisses Marins já teve nome ligado ao chamado

Ex-vereador alvo de operação, Ulisses Marins já teve nome ligado ao chamado

Contexto Expresso Rio: O ex-vereador do Rio Ulisses Marins (União Brasil), alvo da operação deflagrada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) nesta quinta-feira (18), já havia aparecido em investigações relacionadas ao Complexo de Israel, conjunto de comunidades da Zona Norte dominado…

Por que importa: A reportagem foi organizada e contextualizada para facilitar a compreensão dos fatos e seus possíveis impactos para os leitores.

O ex-vereador do Rio Ulisses Marins (União Brasil),alvo da operação deflagrada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) nesta quinta-feira (18), já havia aparecido em investigações relacionadas ao Complexo de Israel, conjunto de comunidades da Zona Norte dominado pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).

O nome do político foi citado em 2024 durante uma operação policial em um imóvel de luxo atribuído ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Na ocasião, agentes encontraram uma placa que associava o espaço a um suposto projeto social vinculado a Marins, à deputada federal Dani Cunha e ao deputado estadual Val Ceasa, também alvo da ação desta quinta-feira.

Expresso Rio
Placa encontrada pelos agentes em operação no Complexo de Israel | Reprodução

Na ocasião, Val e Dani negaram qualquer envolvimento e alegaram desconhecer o projeto.

Na operação desta quinta, o MP cumpre mandados de busca e apreensão contra Ulisses, Val e um ex-assessor parlamentar. Ao todo, são cumpridos 14 mandados autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Na casa de Val, agentes apreenderam R$ 166 mil em espécie.

Segundo o Ministério Público, os investigados teriam atuado para obter informações sobre uma operação policial sigilosa que previa a demolição do resort de luxo de Peixão.

Quem é Ulisses Marins

Ulisses de Almeida Marins construiu sua trajetória política na Zona Norte do Rio, especialmente em bairros como Parada de Lucas, Vigário Geral, Cordovil e Brás de Pina, regiões que concentraram boa parte de sua base eleitoral.

Ele exerceu dois mandatos na Câmara Municipal, sendo o primeiro deles como suplente. Ao longo de sua passagem pelo Legislativo carioca, ficou conhecido por uma atuação voltada para demandas locais, com foco em infraestrutura urbana, conservação de vias públicas, drenagem, iluminação, saneamento, transporte e ampliação de serviços públicos em áreas periféricas da cidade.

Também manteve presença frequente em ações comunitárias e em reivindicações de moradores junto à Prefeitura do Rio, atuando como interlocutor em demandas ligadas à saúde, educação, limpeza urbana e urbanização.

Apesar de não ter conquistado a reeleição em 2024, Ulisses permaneceu ativo politicamente. Em suas redes sociais, continua divulgando agendas nos bairros, acompanhando obras e serviços públicos e apresentando-se como articulador de melhorias para a população local. Em diversas publicações recentes, agradece o apoio do deputado estadual Val Ceasa em ações realizadas na região.

Ulisses foi indicado para o cargo de assistente na Secretaria Municipal de Fazenda, em 2025. A Prefeitura esclareceu: “O ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. Os atos publicados no dia 10 de novembro de 2025 foram tornados sem efeito no dia 17 de novembro de 2025 pois a Prefeitura do Rio possui, desde 2021, um setor na Secretaria de Integridade que analisou e reprovou a sua nomeação”.

A operação

A investigação foi instaurada pela Procuradoria-Geral de Justiça após o surgimento de indícios de que parlamentares teriam procurado integrantes da Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa que previa a demolição de imóveis ligados ao TCP em Parada de Lucas, no Complexo de Israel.

De acordo com o Ministério Público, os investigados teriam utilizado a influência dos cargos públicos para argumentar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais. As apurações, entretanto, indicam que a justificativa apresentada não correspondia à realidade.

Ainda segundo o MPRJ, a atuação dos investigados teria contribuído para o adiamento da ação policial que pretendia demolir as estruturas.

As diligências são realizadas por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil. Os mandados de busca e apreensão são cumpridos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa-RJ e em outros endereços localizados na capital fluminense e no Espírito Santo.

A reportagem não conseguiu contato com os citados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Nota da Alerj

“A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informa que acompanha a operação realizada nesta quinta-feira pelo Ministério Público. A Casa reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense”.