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Trump assina rendição ao Irã em Versalhes, como a Alemanha após perder a 1ª Guerra

Expresso Rio
Donald Trump assina rendição, ao lado de Emmanuel Macron e Marco Rubio, no Palácio de Versalhes. Foto: Reprodução

Donald Trump esteve em um dos locais mais simbólicos da história mundial para formalizar sua rendição ao Irã: o Palácio de Versalhes, na França.

Ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, Trump assinou na quarta-feira o memorando que encerra a guerra entre Estados Unidos e Irã. Pelo acordo, Teerã reabre o Estreito de Ormuz e promete não desenvolver armas nucleares. Em troca, Washington suspende o bloqueio econômico, encerra sanções e ajuda na reconstrução do país com bilhões de dólares.

“Está assinado, sim. Assinei em Versalhes”, afirmou Trump ao deixar um jantar com Macron.

A escolha do local é carregada de simbolismo. Foi justamente em Versalhes que, em 1919, foi assinado o tratado que encerrou a Primeira Guerra Mundial.

A cerimônia ocorreu na mesma histórica Sala dos Espelhos, escolhida pela França para humilhar a Alemanha derrotada.

O gesto era uma vingança histórica. Em 1871, após derrotar os franceses na Guerra Franco-Prussiana, os alemães proclamaram o nascimento do Império Alemão naquele mesmo salão. Quase cinquenta anos depois, os vencedores da Primeira Guerra inverteram os papéis: a Alemanha foi obrigada a aceitar a culpa pelo conflito, perdeu territórios, teve seu Exército drasticamente reduzido e foi condenada a pagar pesadas indenizações.

Mais de um século depois, Trump transformou o mesmo cenário em palco de outra capitulação.

Depois de provocar a guerra contra o Irã, o presidente americano aceitou um acordo que entrega ao regime iraniano exatamente o que ele mais precisava: o fim do bloqueio econômico, o levantamento das sanções e recursos para reconstrução.

A escolha de Versalhes parecia uma tentativa de associar seu nome a um momento histórico. Mácron, provavelmente, sabia o que estava fazendo.

Trump, um ignorante deslumbrado que adora ouro , encarou o momento como triunfal. O local eternizado como símbolo da rendição alemã passou a servir de cenário para a capitulação americana.

Até a véspera da visita, Trump afirmava que aceitara o convite de Macron principalmente por admiração ao palácio.

“Sou fã de lugares bonitos. Versalhes não é apenas folha de ouro. É a coisa real”, declarou, estufando o peito.

French President Emmanuel Macron pulls off what could be the greatest diplomatic troll of all time by getting Trump to sign the “$300 Billion US Surrender to Iran” deal in… Versailles. The ignoramus Trump will have been clueless as to the historical significance of the location pic.twitter.com/u0Wo1IONj9

— Euan MacDonald (@Euan_MacDonald) June 18, 2026