
O jornalista Leo Dias afirmou que influenciadoras conhecidas por serem esposas de jogadores da Seleção Brasileira estão faturando com ações comerciais, as populares “publis”, nos Estados Unidos, durante a Copa do Mundo, apesar de terem entrado no país com visto de turista. Segundo ele, a prática é considerada irregular pelas regras migratórias estadunidenses quando envolve atividade remunerada sem autorização específica.
“A embaixada dos Estados Unidos no Brasil está muito atenta a mulheres e jogadores de futebol, a equipe dessas mulheres e dos seus jogadores e a influencers que estão nos Estados Unidos trabalhando, faturando com visto de turismo. Isso é ilegal. Eles entraram nos Estados Unidos como se fossem turistas e estão trabalhando”, disse Leo Dias.
O apresentador do “Melhor da Tarde”, da Band, também afirmou que outros profissionais brasileiros estariam atuando para famílias de atletas durante o torneio, embora tenham ingressado no país como turistas. “Muitas mulheres e jogadores de futebol levando babá, levando fotógrafo, levando maquiador, cozinheira e até maitre”, afirmou o fofoqueiro.
De acordo com informações do Portal Leo Dias, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil estaria acompanhando o fluxo de influenciadores, familiares de jogadores e profissionais que integram comitivas privadas no país. A suspeita é que parte dessas pessoas esteja utilizando a Copa do Mundo como oportunidade para produzir conteúdo, fechar publicidade e prestar serviços remunerados.
Brasil além de ser vergonha no futebol, está sendo vergonha até nas polêmicas, Léo Dia ativou o modo on pic.twitter.com/0tCVoaiInP
— Pavão Misterious (@misteriouspavao) June 17, 2026
A fiscalização migratória estadunidense tem ampliado o monitoramento sobre estrangeiros que trabalham sem a documentação adequada. Em grandes eventos esportivos, a presença de equipes formadas por fotógrafos, maquiadores, babás, cozinheiros e assessores é comum, mas pode gerar problemas caso os profissionais estejam no país apenas com visto de turismo.
O caso da cantora Gretchen é citado como exemplo. A artista segue proibida de entrar nos Estados Unidos após ter sido flagrada trabalhando ilegalmente no país anos atrás. O episódio ganhou repercussão justamente depois da divulgação de conteúdos nas redes sociais.
Segundo a reportagem, há relatos de grupos com mais de dez pessoas em solo estadunidense sob justificativa de lazer, mas que estariam atuando em produção de conteúdo e publicidade. Alguns profissionais afirmam estar com a documentação regular, mas o enquadramento de produtores digitais, assessores e equipes pessoais ainda gera dúvidas.
A orientação para quem pretende trabalhar nos Estados Unidos, mesmo em ações voltadas a marcas brasileiras, é buscar vistos específicos de trabalho ou intercâmbio profissional. Sem essa autorização, a viagem pode resultar em deportação, cancelamento de visto e restrições para futuras entradas no país.

